Política e pitacos, meu nome NÃO é Enéas!
Escrito por adv on 9 de maio de 2007 – 11:35 -
Assunto em primeira mão à vocês: o Enéas morreu, sabia? – Pois eu não.
Tudo bem, não há problemas em falar dos mortos quando já em estado de decomposição, aliás, os vivos também estão em constante processo de decomposição.
Vi domingo em algum blog dizendo “Enéas morre…”, mas achei que fosse brincadeira. Pois é, os neuróticos têm como principal mecanismo de defesa uma insensibilização diante de fatos que tenham qualquer tipo de conotação afetiva. Não é por maldade, pelo contrário, acreditem.
Quando criança eu não entedia absolutamente nada de política, mas meu pai era metalúrgico, trazia muitas ideologias políticas para dentro de casa (bandeiras, botões, adesivos, brindes, emblemas). Eu assistia shows do Lula no Grande ABC achando que aquilo era coisa boa, por modelo de ver um monte de marmanjos que vibravam com os discursos dele. Foi ai que conheci o Enéas, sujeito sempre presente, em forma de piadas.
Meus ideais políticos se manifestaram na adolescência. Caiu em minha mão o “Manifesto comunista” de Marx, logo mais vieram alguns escritos de Che Guevara, discursos do Fidel e de Lênin, culminando com Eduardo Galeano em “As veias abertas da América Latina”, que recomendo a todo latino-americano que ainda pensa. Minha professora de História era uma mulher temida pela escola por ser porta-voz do MST, nas suas aulas o assunto era um só: exaltação do revolucionarismo ascendente do Movimento dos Sem-Terra; promovíamos visitas aos acampamentos dos arredores e discutíamos sem chegar à lugar algum, afinal era adolescência. Tudo isso foi como faísca em pólvora. Simpatizei com o MST e era um sujeito de esquerda de corpo e alma. Mais conhecido como “revoltado” entre a esmagadora maioria que só enxerga o rumo da normalidade que manipulam à favor da aceitação passiva, o utópico caminho da felicidade.
Muito da minha visão de mundo e personalidade advém deste momento, mas hoje já não tenho o mínimo interesse por política, me considero com orgulho um latino-americano à simplesmente brasileiro. Eles lá e eu aqui, vejo que não podemos fugir do Sistema, mas há como desenvolver meios de resistência possíveis para caminhar sem cair nos alçapões da “vida-fábula” que o capitalismo nos impõe.
Para mim o Lula é a prova cabal da imbecilidade. Ele é o maior antagonismo que presenciei na história, enquanto sujeito que vive em um dado momento histórico-social. O Lula sempre esbanjou carisma entre os metalúrgicos, era a manifestação revolucionária de trabalhadores calados que tomavam as vozes de Lula como sendo as sua. Hoje o Lula tem carisma por notas de cem, metalúrgico ou trabalhador para o Lula tem a mesma importância que o Bozo tem para nós.
Paralelamente a tudo isso o Enéas estava sempre presente em piadas, gozações, paródias e deu muito papel para humoristas na TV. Político neutro, não considerava ele nem bom nem ruim, ele era “café-com-leite”, eu sempre o vi como uma caricatura na política.
Ainda bem que a morte é a única amiga fiel e verdadeira, jamais vê classe social, fode com qualquer um. Ruim seria se ela fosse aquela figura que aparece nos gibis da “Turma da Mônica”, os políticos pagariam propina e nunca morreriam, mas o Enéas cumpriu o ciclo natural da fragilidade da vida humana.
Foi um sujeito inteligente, racionalista, positivista, daqueles que daria um excelente índice nos testes de QI que alguns psicólogos descerebrados insistem em utilizar. Típico perfeccionista e metódico, foi sempre o primeiro aluno de suas turmas – costumava dizer – primeiro a passar no curso de Medicina pela Escola de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro, se especializando em Cardiologia. Lançou vários livros na área de medicina, filosofia, lógica e até robótica. Fundador do Prona, – partido político – tinha espaços em horário eleitoral apenas o suficiente para dizer “meu nome é Enéas”. Quando teve um tempo um pouco maior que 1 minuto, apresentou um discurso nacionalista e a possível fabricação da bomba atômica por parte do Brasil, fato que o marcou como político radical e perigoso, no entanto, sua figura calva, barba estilo “Gandalf” e modo de falar com o eleitorado, fixaram sua pessoa em um ícone na política brasileira.
Bah… o Enéas não incomodava, tinha opções melhores na política para morrerem… Collor, ACM, Garotinho e porque não o Lula? – O Enéas estudou tanto e nunca conseguiu chegar a presidência, quando consegue alguma coisa, morre, da próxima vez, segundo o doc, ele corta o dedo ao invés de estudar tanto.
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maio 9th, 2007 at 15:44
se não me citasse, eu iria processá-lo. Seu fdp.
maio 9th, 2007 at 22:40
hehehehe, se eu cortar o dedo posso pleitear o cargo a presidênte???? haehaueahahhwhw, o Eneias era mesmo café com leite haehahea, hilário
maio 10th, 2007 at 11:29
“Hoje o Lula tem carisma por notas de cem, metalúrgico ou trabalhador para o Lula tem a mesma importância que o Bozo tem para nós.” haeaheahahehahehaehaheahehaehaheahehaehaheaheha
aheahehaehaheahehaehaheahehaheahehaeha, e como cara, e como…