As marteladas de Nietzsche: desconstruindo preconceitos
Escrito por adv on 25 de maio de 2007 – 15:18 -Você certamente já deve ter ouvido falar em Nietzsche, filósofo alemão do século XIX. E se conheceu ele através de autores que falam sobre ele, certamente deve ter preconceitos quanto ao seu pensamento, ou o considera um filósofo confuso e chato, eis a minha intenção, quebrar alguns preconceitos com relação à filosofia do martelo.
Nit é meu único apoio de afirmação de que não sou um aborto da natureza evolutiva. Diante de Nit eu não me sinto estranho e nem condeno meus sentimentos, deixo de ser um estranho no ninho e passo a ser um semelhante.
A obra de Nit tem como fundamento central, a destruição dos conceitos moralistas e dos valores tradicionais, em busca de uma reconstrução de novos valores, a reconstrução de um novo homem em detrimento do homem fraco e humilde através da translação de valores – a busca pelo super-homem.
O super-homem é o homem que tem poder sobre si mesmo, independente, criativo e original, um homem além de tudo, liberto de regras e normas morais, um criador de valores próprios. Porém, esse homem ideal e seguro proposto por Nit, é extremamente individualista, daí decorre uma série de interpretações errôneas do seu pensamento que culminam em críticas infundadas.
Antes de tudo, o super-homem é um homem que admite a existência de sentimentos profundos, mas deve buscar o controle sobre eles. Parte em busca de viver o momento em detrimento da vida prometida, vive e admite o sofrimento e a dor intensa da existência, não nega qualquer valor, mas cria valores próprios para acreditar. Na busca pela superação, não nega que também é “humano, demasiadamente humano”.
Emergir do homem o super-homem não significa >>> o surgimento do totalitarismo, isso é uma interpretação completamente errônea do conceito. O super-homem parte em busca do poder, mas não um poder sobre os outros, mas sim, um poder sobre si mesmo, no sentido de domar os seus instintos e impulsos nocivos. Cabe aqui ressaltar que Nit foi extremamente influenciado pelo pensamento de Schopenhauer, Darwin e, em especial, os gregos Aristóteles e Platão.
Os valores considerados tradicionais para Nit são aqueles decorrentes do Cristianismo, ou aqueles que os homens criaram como “próteses” para suas próprias fraquezas. É a negação do humilde, do fraco, do desonrado e do submisso para afirmação do homem superador e independente. Eis aqui um dos pontos mais criticado em Nit devido às interpretações estúpidas de pessoas que certamente, necessitam de “próteses” para suportar a vida.
Para compreender e ler Nit é necessário antes de tudo ter pensamento livre. Jamais leia e interprete os pensamentos nietzscheano de forma absoluta, o que vale é o “seu refletir sobre”, pensamentos e argumentos.
Não caia na ilusão do entendimento do que “ele disse”, mas sim, ele pensou em determinado momento, dessa forma, não vá criticá-lo quando perceber que Nit disse algo que posteriormente entra em contradição, diga que antes ele pensava de tal forma. Assim somos, estamos em constante mutação, o que não significa que você é desonrado, o mundo real não passa de uma representação fadada ao erro.
Nit era extremamente sensível em suas relações, e em especial à mulheres, a qual é objeto de crítica em vários momentos, e que também, não significa que ele inferiorizava as mulheres. Suas críticas é antes um grito de dor do que uma verdade. Escrevia o que sentia e conseqüentemente não era imune à contradições, nossos sentimentos são falhos e com freqüência nos levam a falar e se comportar de forma que não desejamos.
O pensamento de Nit é antes uma reflexão em busca da libertação, do que um conformismo de como as coisas são. Adorava poesia, e além dos seus aforismos poéticos, sua obra é recheada de metáforas, e como todas metáforas, não são por si só idéias prontas e acabadas, mas nos trazem um colorido de interpretação. Ler Nit é dar vôo à imaginação e aos pensamentos, sua obra reflete seus traços psicológicos intensos, de caráter e espírito, que tem muito a acrescentar ao nosso modo de ver e interagir com o mundo.
Espero que esse breviário contribua para que você desconstrua preconceitos errôneos que tinha a respeito, ou fica ai um convite. Nit em nenhum momento falou sobre a construção de uma “super-raça”, o super-homem é antes um homem com profundos sentimentos, movido por honra e valores próprios, do que aquele mesquinho individualista que faz da relação com o outro, uma relação de objeto.
Antes de dizer que Nit é confuso e contraditório, saiba que seus escritos são pensamentos carregados por profundos sentimentos, e como todo sentimento, é passivo à nuances de estupor. O próprio Nit teve uma vida angustiada e solitária, principalmente após os conflitos com Lou Salomé, a quem Nit morria de paixão. Muitos de seus escritos são gritos angustiantes do câncer profundo causado pelo fim desse relacionamento que nunca existiu. O próprio criador do super-homem foi antes de tudo, um “humano, demasiadamente humano”.
Em algum dia desses eu falo sobre o mundo de Zaratustra, a encarnação profética de Nit. É um livro fabuloso, narrado por Zaratustra (personagem) - a síntese do pensamento de Nit - onde ele parte à difícil tarefa de conscientização da ignorância dos homens e suas relações. Nesta obra, o arco-íris metafórico de suas palavras nos permite uma reinvenção da vida e do pensamento.
Leia também:
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maio 26th, 2007 at 18:58
Não acho que o nit queria dizer outras coisas, para mim o que está escrito é o que ele quis dizer. E tem todas as características que um eugenista tem, um farsante que cultua o individualismo, a arrogância e o orgulho, não é atoa que hittler foi influenciado por ele. Triste que você se afirma com a filosofia dele, é melhor ser aborto…
maio 27th, 2007 at 10:28
ai ai ai, Armando vc mexeu com o espelho do adv… não quero nem ler
maio 27th, 2007 at 16:25
Concordo com o Armando. Neste caso é melhor ser um aborto…
maio 27th, 2007 at 16:37
Finalmente um crítico nessa porra de blog, estava cansado de elogios. Armando, eu recomendo que você vá ler os sábios conselhos de album buda, afinal, vc tem vocação pra estupidez.
maio 28th, 2007 at 11:25
adv, baixa a bola q o cara te fudeu…
maio 28th, 2007 at 13:32
haueaheuaheuaehaueaheuae, lá lá lá, negrinho fdp
maio 30th, 2007 at 11:50
O Armando, você falou merda! muita merda! Deve ter lido “Minha Luta” do Hittler e tá achando que descobriu as leis da natureza humana.
Parabéns pelo texto, realmente o Nietzsche é muito mal interpretado.
agosto 9th, 2007 at 15:21
NÃO
setembro 26th, 2007 at 14:34
Parabens pela sua interpretação, u também acho, que as pssoas dveriam s aprofundar na leitura, pois tudo se torna proveitoso quando se é entndido, não adianta critica se vc, não ntende, ler é melhor remédio para ignorancia humana.
setembro 26th, 2007 at 14:36
ainda, a letra E esta saltando, perdão.
setembro 26th, 2007 at 14:41
Oligan, obrigado pelas considerações, é isso ai, muitas vezes criticamos sem saber, todos nós fazemos isso, as vezes até desapercebidamente, mas podemos tentar evitar esse tipo de coisa
outubro 7th, 2007 at 14:45
Garanto que se o nazismo tivesse alcançado algum “sucesso” em sua “implantação” em algum lugar (se é que isso seria possível - mas se de algum modo não fosse execrado mundialmente por quase 100% da humanidade) haveria orgulho pelos pseudo-filósofos de plantão em alardear a influência egocêntrica de nietzsche nos ideais de hitler…
Um filósofo para o qual é preciso aplicar uma “interpretação induvidual e única” aos seus escritos… e a partir daí ter-se uma epifania reflexiva sobre o que se leu… fala sério!
Não é à toa que nietzsche é o filósofo preferido dos adolescentes (reais e tardios) que se magoam com a sociedade e no cúmulo da revolta, resolvem tentar desconstruir o modo de vida de toda o restante da humanidade com base num esforço “ubermenschiano” para justificar pateticamente a própria covardia de enfrentar a vidinha do dia-a-dia… bando de loosers…
outubro 15th, 2007 at 21:15
lone gunman da onde vc tirou subsídios para dizer que o nazismo tinha elementos da filosofia do Nit? Em algum momento vc leu Nit falando sobre eugenia, eliminação de raças, destruição de seres humanos…?
por acaso esse seu mesmo pensamento sustenta que Einstein foi o culpado pela bomba em Hiroshima?
novembro 9th, 2007 at 20:07
Menino… é o seguinte:
A filosofia de Nietzsche, desde que ele se entusiasmou puerilmente com a obra de Francis Galton, tornou-se a espiritualização de um “social-darwinismo” e a principal mentora nos meios mais sofisticados da adoção da eugenia.
Nietzsche acreditava que no futuro - como expôs no Assim falou Zaratustra - o homem (que na sua época era ainda crente, submisso, preso aos valores e às hierarquias tradicionais) deveria necessariamente dar lugar ao super-homem (Übermench). Esse seria um novo “animal político” destituído da moral comum (produto de séculos da ética cristã derivada da idéias do bem e do mal).
Implacável em seus objetivos, distante e superior em relação aos que considera inferiores, o Übermensch seria o novo legislador. Totalmente hostil à democracia, cujas leis ele (em sua arrogância de ser superior) rejeitava. O super-homem aceitava somente as regras feitas por ele mesmo, estando muito acima da moral vulgar das multidões que o cercavam.
A morada deste titã moderno seria o cume elevado das montanhas, onde o ar é rarefeito, reservados aos poucos. As demais pessoas, a gente comum, servem-lhe apenas como degraus para sua ascensão a patamares cada vez mais elevados de aperfeiçoamento e gozo estético. Nietzsche, além de desprezar a democracia, abominava o liberalismo, o socialismo, o feminismo e o cristianismo, e todos os outros “ismos” (menos o nazismo, talvez?) vistos como manifestações de debilidade, como expressão de uma vontade majoritária de carneiros, de fracos e de covardes, dos inferiores (Üntermench) bla-bla-bla… enfim.
Se isso não é eugenia, eu não sei mais o que é…
novembro 10th, 2007 at 1:37
lone gunman, vc não é único que interpreta o nit enquanto um eugenista, nem será o último; os escritos de nit estão cheios de metáforas; e muitas contradições, principalmente em Ecce-Homo onde ele estava na pior fase da vida, de fato não foi um sujeito “normal’ como a maioria, sua vida foi devorada lentamente e o amor não correspondido de Lou Salomé o influenciou em muito o modo como ele via o Homem e a degradação da imagem da mulher; mas Nit é filosofia não ciência, Nit foi antes um poeta do que um acadêmico de conceitos fechados. Mas comparar com o Nazismo é insustentável, uma vez que o Nazismo pressupõe seguir um líder absoluto, e Nit, como vc próprio disse o homem superior era isento de regras senão as próprias. O Nazismo não existe se as pessoas não seguirem as regras pregadas pelo líder. Segundo vc, Nit criticou todos os “ismos”, menos o nazismo, mas como se ele morreu em 1900 e o nazismo antes da década de 20 sequer era cogitado? Como é possível acusar alguém de influenciar algo se sequer viveu a época em que está sendo colocada em questão? - Teríamos que acusar os espartanos por sacrificarem todos os que nasciam com deficiências de eugenistas também? Acusaremos também o Fernando Pessoa de outro eugenista por também criticar o homem regrado e moralista? - Por favor, não tente trazer a filosofia para justificar os erros da humanidade. Olha uma interpretação legal sua: “no Assim falou Zaratustra - o homem (que na sua época era ainda crente, submisso, preso aos valores e às hierarquias tradicionais) deveria necessariamente dar lugar ao super-homem”, mas quando vc pega seu oráculo para profeciar que a eugenia nasceu da imagem e semelhança do “homem superior” vc joga tudo no lixo. Mas tudo bem, o meu significado do Nit é totalmente diferente do meu, e com certeza diferente de outras pessoas; ainda bem, ruim seria se fosse como a bíblia que profecia os dogmas; o próprio nit falou que quem o lesse não deveria interpretá-lo à maneira dele; o sentido não estão nas palavras, estão nas pessoas. Mas afinal, qual era a interpretação do Nit, quem serão os profetas atrevidos a predizer?
novembro 20th, 2007 at 15:00
Brilhante suas colocações, paciência e lucidez interpretativa. Acredito que mais critica quem menos entende, deste modo, lidas as criticas acima relacionadas, posso perceber que de fato não conhecem este filósofo fascinante e que tão pouco compreenderam o significado do seu texto que antes de tudo expressa sua relação com Nietzsche e sua digestão das colocações expostas em seus principais trabalhos.
Parabéns.
novembro 21st, 2007 at 13:23
Re.: Vitor Hugo, agradeço seus comentários, é o que me mantem motivado para as vezes escrever algo direcionado não para qualquer público, mas principalmente, para aqueles que desconfiam do que a realidade pós-moderna aparenta ser.
março 12th, 2008 at 14:12
Acho que o importante também é não fazer de Nietzsche um novo deus e muito menos de Zaratrusta, uma bíblia. Embora seria um dos melhores comparado com os exemplos de deuses que temos por aí. Leio Zaratrusta separado da autoria. Leio como narrativa de ficção com um personagem muitíssimo importante para análises de vários campos: filosofia, teologia, sociologia, história etc. Não consigo imaginar esta obra como “pregação” de uma verdade. Seria o fim de toda a obra do autor…
abril 6th, 2008 at 17:45
nit disse:não existe fato , o q existe é interpletação!
quero diser primeiramente q não sou leitor de nit,apenas li o brevário e me veio um questionamento.
se o proprio nit dsse q, o q existe é interpletação, se conclui na pluralidade dessas interpletações,q nit teve apenas a sua própria interpletação, uma das muitas interpletações sobre os valores e principios de um povo.
a minha pergunta é: como concluí q principios e valores são muletas do ser humano, isto é dado como fato consumado nas obras de nit,mas se o próprio nit, disse q não existe fato o q existe interpletação?
abril 8th, 2008 at 8:58
Amigo seu texto sobreo nietsche, é magnífico, esse grande filósofo revelou minha ignorância, amigo essa martelada foi profunda e os ignorantes que tem preguiça de ler, não está preparado para ler as obras desse grande filósofo, ele é meu unico apoio tbém que não sou um aborto da natureza..
parabéns pelo excelente texto
abraçosss
abril 10th, 2008 at 14:56
olá Alex, obrigado pelas colocações
abril 13th, 2008 at 2:56
Uma merda de autoritarismo nazista, isto e Nietzsche!!
abril 14th, 2008 at 23:30
Caro ADV:
Muito me surpeende a resistência infundada e impertinente de muitos contra Nietzsche…parece-me que desejam viver de esperanças…de Pandora…Já na antiguidade haviam mentes mais esclarecidas e libertas…
“O CORIFEU - Foste, sem dúvida, ainda mais longe?
PROMETEU - Sim, livrei os homens da obsessão da morte.
O CORIFEU - Que remédio descobriste para esse mal?
PROMETEU - Instalei neles cegas esperanças.”(Ésquilo)
Congratulações pelas brilhantes e bem fundamentadas defesas.
abril 16th, 2008 at 10:19
olá Patrícia, obrigado por acrescentar a esse post. Tem um livro que embora eu não tenha lido, tem um título bem estúpido, o suficiente para dispensar a leitura, chama-se: Nietzsche: o profeta do Nazismo; escrito por um árabe que à partir de sua imaginação faz uma relação entre o conceito de “super-homem” tão mal interpretado entre os críticos, com a eugenia proposta por Hittler. Quando Nit morreu, Hittler devia estar com 10 ou 11 anos, ou seja, não havia nem idéia de Nazismo… mas apenas isso não é o suficiente e os críticos continuam acreditando que a receita do Nazismo está na obra de Nit. - Talvez não devêssemos levá-los a serio
abril 26th, 2008 at 16:57
É a primeira vez que entro nesse blog,eu acho que todas as discursões são vãlidas,mas minha gente, não dá para opinarmos em um assunto com a profundidade que é a filosofia do Nietzsche. Senão, estaremos reproduzindo toda uma carga de preconceitos e, tenho a plena certeza que quem entra em blog como esse, busca algo a mais do que ficar discutindo dentro do senso-comum.
Reflexão!!!!
abril 26th, 2008 at 16:59
É a primeira vez que entro nesse blog,eu acho que todas as discursões são válidas,mas minha gente, não dá para opinarmos em um assunto com a profundidade que é a filosofia do Nietzsche. Senão, estaremos reproduzindo toda uma carga de preconceitos e, tenho a plena certeza que quem entra em um blog como esse, busca algo a mais do que ficar discutindo dentro do senso-comum.
Reflexão!!!!
abril 26th, 2008 at 17:14
/obrigado pelos comentários
maio 9th, 2008 at 23:46
[...] pelo Nazismo? - Não! Escrito por adv on 9 de maio de 2008 – 23:34 - Entre os críticos, Nietzsche costuma ser responsabilizado por sustentar o Nazismo, mesmo que este tenha morrido 33 anos [...]
junho 17th, 2008 at 23:54
Otimo texto.É muito comum ouvir pessoas falando que Nietzsche era um retardado,nazista e outras bobagens.
Essa suposta afinidade e influência ao nazismo é em grande parte devido à sua irmã.
Ela era casada (nao lembro muito bem)
com alguem envolvido direta ou indiretamente com o nazismo(acho que era militar) e tinha o forte ideal de raça ariana e nacionalismo extremo.
Nietzsche em diversas vezes expressou o seu descontentamento com comentarios de que ele seria tambem fomentador desses ideais nazistas e ele escreveu ate mesmo em cartas que nunca tinha sidoa favor com a politica ariana e ele nao se dava bem com o marido de sua irma.
Porem com sua morte,a irmã criou um “museu” com seus escritos e cartas( que contaram com algumas alteraçoes feitas pela sua irmã em certos casos) e depois de Hitler ter tomado poder e em uma de suas viagens pelo país, ela fez questao que ele visitasse o museu.
junho 23rd, 2008 at 15:05
É interessante relatar o quanto o ser humano sempre tem a necessidade de culpar alguém pelas suas próprias idéias e crenças insanas.Dizer que o Nietzsche foi o mentor da atitude idiota e assassina do nazismo já é por si uma idéia contraditória dos conteúdos do Nietzsche,pois ele em nenhum momento ele relatou de que o “super-homem” (no qual ele defendia),tem que exterminar outros em busca dessa superação.A idéia de que ele teve,que devemos torna-mos um “super-homem”,defende uma ideologia de que todos nós temos que ser uma pessoa cada vez melhor e não cada vez mais assassinos!
Já que a mente humana tanto pode se tornar um campo de concentração ou um campo de flores,eu prefiro ficar com as flores que embelezam os olhos de quem as curtem!