Sobre a fragilidade dos vínculos humanos (Bauman)
Escrito por adv on 4 de outubro de 2007 – 16:53 -
No meu post “Uma tecnologia pictória de comunicação” chamei a atenção para a dissolução dos nossos vínculos face a modernidade, sobretudo, as tecnologias que nos possibilitam comunicar virtualmente.
Comentando isso com um amigo na faculdade ele disse que tem um sociólogo que aborda esse tema. Pois é, alguém que preciso conhecer até o final do ano: o sociólogo polonês Zygmunt Bauman. Ele tem muitos livros publicados pela editora Jorge Zahar Editor, entre os mais interessantes onde me parece ser a síntese do pensamento do Bauman, destaco as obras “Modernidade Líquida” e “Amor Líquido”, este último me parece ser mais específico e relacionado ao post citado:
Sinopse: A modernidade líquida – um mundo repleto de sinais confusos, propenso a mudar com rapidez e de forma imprevisível – em que vivemos traz consigo uma misteriosa fragilidade dos laços humanos, um amor líquido. Zygmunt Bauman, um dos mais originais e perspicazes sociólogos em atividade, investiga nesse livro de que forma nossas relações tornam-se cada vez mais “flexíveis”, gerando níveis de insegurança sempre maiores. A prioridade a relacionamentos em “redes”, as quais podem ser tecidas ou desmanchadas com igual facilidade – e freqüentemente sem que isso envolva nenhum contato além do virtual –, faz com que não saibamos mais manter laços a longo prazo. Mais que uma mera e triste constatação, esse livro é um alerta: não apenas as relações amorosas e os vínculos familiares são afetados, mas também a nossa capacidade de tratar um estranho com humanidade é prejudicada. Como exemplo, o autor examina a crise na atual política imigratória de diversos países da União Européia e a forma como a sociedade tende a creditar seus medos, sempre crescentes, a estrangeiros e refugiados. Com sua usual percepção fina e apurada, Bauman busca esclarecer, registrar e apreender de que forma o homem sem vínculos — figura central dos tempos modernos — se conecta.
Fonte: Jorge Zahar Editor
Fica ai a dica de leitura…
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outubro 4th, 2007 at 23:11
vou assinar o blog pra não dizer que só tenho feeds de geeks, um pouco de cultura e algo culto as vezes deve fazer bem, mas eu sempre digo que um dia desses eu vou ler, só não sei quando heiuaeuiaeuaieuaeuiaeua
outubro 8th, 2007 at 11:27
Olha eu já li a “Modernidade Líquida” desse autor, recomendadíssimo
fevereiro 17th, 2008 at 20:19
o amor ao proximo ainda existe a palavra tempo,quem nunca disse nao tenho tempo,hoje e a palvra mais usada na questaõ do amor liqido.
fevereiro 17th, 2008 at 22:19
Pois é, “não tenho tempo” é palavra mágica para tudo, mas no final das contas, acho que também somos vítimas de um sistema que nos exige ao máximo, psicológico e físico, voltados ao trabalho.