Vamos falar de amor? - parte 3

Escrito por adv on 31 de janeiro de 2008 – 11:54 -



O amor é a coisa mais alegre, o amor é a coisa mais triste, o amor é a coisa que eu mais quero. - Adélia Prado

bouguereau

O amor romântico na psicanálise

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Uma das coisas que me faz dar muito crédito à psicanálise é o fato de ser uma das poucas vertentes psicológicas que dá credibilidade ao amor. Para Freud a civilização nasce de um ato de amor (ver o mito do parricídio in Totem e Tabu). Amor em psicanálise compreende Eros, uma das facetas da vida que duela com Tânatos, a outra.

Eros, enquanto a representação das pulsões sexuais direcionadas a constituição e criação da vida (reprodução, união, vínculos) e Tânatos enquanto a representação das pulsões de morte que tendem ao retorno ao inanimado, à morte (degradação do corpo humano, agressividade, destruição).

Esses deuses gregos representam duas forças antagônicas figuradas por Freud e compreendem a constituição do indivíduo que tem suas ações e motivações decorrentes dos impulsos dos desejos individuais buscando o prazer e, ao mesmo tempo, lutando contra as regras e proibições impostas pela civilização e pelo outro que na maioria das vezes são conflitantes com os nossos desejos.

Amor em psicanálise está presente em toda relação que envolve afeto, Freud não tratou especificamente do amor romântico, embora tenha dito que este é considerado o momento máximo de êxtase do ser humano; aqui duas pessoas se bastam uma para outra, não necessitando de mais nada no mundo; é a realização plena dos desejos. Mas essa condição em Freud é fantasia, é irreal, quando muito pode existir apenas por alguns instantes, pois, o que amamos na realidade, não é a pessoa. - Assunto que falarei posteriormente.

Para o pobre, o dinheiro representa a felicidade. Para o bêbado em potencial, o álcool é o suficiente. Os enfermos vêem na saúde a felicidade. Os ricos preferem a boa visibilidade do status social e a fama. Já em grande parte dos seres humanos a felicidade é encontrada no desejo daquela figura feminina ou masculina que o satisfará por completo, representando o fim de todo tédio e angústias; aquela pessoa que nos vai salvar de toda apatia e suprir todas nossas carências. - Sonhamos com um amor incondicional, pleno, acima de todas as coisas.

De repente, quando menos esperamos, nossos olhares são atraídos para alguém que nunca tínhamos visto antes, mas pensamos que aquela pessoa não nos parece estranha. Nessa situação experimentamos os batimentos cardíacos se acelerarem, alguns suam frio, experimentam o rubor e até perdem as palavras. Nesse momento gostaríamos que o tempo parasse para que pudéssemos fitar com um olhar mais demorado cada detalhe que está causando o balançar do coração.

Ahhh… o amor à primeira vista. Será?

* Imagem de Bouguereau - Jovem se defendendo de Eros

[Continua...]

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2 Comentários em “Vamos falar de amor? - parte 3”

  1. Armando Pires Diz:

    Adorei o post!

    Já que estamos falando da arte de sonhar, dêem uma olhada neste video do youtube http://www.youtube.com/watch?v=hyaX3JgPLVk, ou acesse o site http://www.meus3desejos.com.br. Tenho certeza que vocês irão gostar.

    Abs.

  2. adv Diz:

    Olá, gostei da proposta do site: “Meus 3 Desejos é um site que busca facilitar a realização de desejos, sonhos e necessidades da população brasileira. Acreditamos que desta maneira, conseguimos formar uma corrente do bem, (…)”

    Obrigado pela indicação :D

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