A renúncia de Fidel Castro em Cuba: enxurrada de lixo jornalístico à vista

Escrito por adv on 19 de fevereiro de 2008 – 10:12 -



“Após 49 anos, ditador Fidel Castro renuncia ao poder em Cuba”

fidel castroEsta é a manchete da Folha Online no caderno Mundo, edição de 19/02. Tudo bem, embora o Fidel não possa ser considerado um ditador íntegro, seu governo se distanciou muito da proposta inicial de implantação do Comunismo.

O que assusta na manchete é que a notícia também diz: “Castro assumiu o poder em Cuba em 1959, e transformou o país em um Estado comunista.” (sic)

Logo, podemos concluir que comunista é ditador, ou seria socialista? – Não importa, ninguém sabe o que é um nem outro, usam ao bel prazer ambos os termos como sendo uma coisa só: ditador. Até o Lula e o PT são chamados de comunistas ou socialistas, seria ironia ou ignorância mesmo?

É claro que a Folha não utilizou os termos por ingenuidade. Aqui vale o conselho de Schopenhauer quando nos alerta para não darmos muita atenção aos jornalistas que vivem unicamente da estultice do povo. – A Folha representa o povo, e diz a lenda que o povo sempre tem razão. Foi o povo que colocou Mussolini e Hitler no poder, e também é o povo que entende Comunismo e Socialismo através da mídia. O que seria como entender o Diabo pelas palavras de Deus, ou vice-versa.

Aos que não aprenderam denominar o mundo e as coisas pelas palavras da mídia, vale destacar alguma coisa do Fidel que, embora, jamais tenha implantado um sistema Comunista, além de ter algumas atitudes que pendiam para o lado de um ditador, há se dizer alguns feitos:

- altos índices na área da Educação e Saúde;
- belos discursos em prol da América roubada e saqueada pelos gringos às custas de muito sangue derramado;
- conquista de reconhecimento na fabricação de charutos, por exemplo, sem precisar apelar para sensacionalismos publicitários (o turismo também se destacou a partir da década 90);
- expressão em algumas áreas do esporte sem contar com apoio financeiro de grandes grupos empresariais, fruto de uma política interna de incentivos (Cuba já teve excelentes times de vôlei e basquete).

E o meu preferido, que talvez nunca mais se repetirá na História: Fidel resistiu bravamente às inúmeras tentativas de sabotagem por parte da CIA Comissão Internacional de Assassinatos. Castro ainda não deixou a vida, mas deixa um marco na História, talvez o único que jamais ofereceu um charuto ao Bush.

Nesse momento, Renato Azevedo e Diogo devem estar rebolando com a foto do Bush estampada na bunda, na tentativa de refrescar as “idéias” para as próximas “palavras”.

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13 Responses to “A renúncia de Fidel Castro em Cuba: enxurrada de lixo jornalístico à vista”

  1. 13
    Danilis... Says:

    Fidel nunca conduziu Cuba ao “isolamento”, o embargo é recorrente da hegemonia ianque e da prepotência de homens como Reagan, Kennedy e tantos outros fantoches da Casa Branca, que se acham no direito de mandar e desmandar em toda a América Latina, e se negam a respeitar regimes que não entreguem de mão beijada o que o país tem aos EUA. Como no sistema o dinheiro vale mais que a vida, a lógica imperialista prevaleceu e deixou o legado de fome e destruição, às custas do desenvolvimento do “1º Mundo”…

  2. 12
    Edmar Says:

    Excelente texto… A Veja, que idolatra vândalos como Bush (o genocida petroleiro) e Margareth Tatcher (a "Dama de Ferro" dos arrochos salariais, dívidas internas e desemprego – aliás, alguns detalhes nos lembram muito o nosso ex-presidente sociólogo), e que só falta idotatrar também Mussolini e Hitler, deveria é ter vergonha na cara. Se não fosse por homens como Che Guevara e Fidel, a Cuba e parte da América Latina continuaria sendo o quintal dos EUA, assim como era com Fulgêncio Batista, Porfírio Diaz e tantos outros. As "democracias" de época, meramente representativas, serviam para dar toda vazão à monopolização econômica dos ianques, enquanto o povo desgraçado, sem ter direito a quase nada para seu próprio sustento, perdidos na fome e na subsistência degradante, tinham que jogar o tapete vermelho aos tubarões capitalistas, vitimados pelo neoliberalismo insano… A fome de uns alimenta a gorda poupança de outros! No sistema em que o forte come o fraco, a Revolução Cubana foi um marco histórico. Fidel teve suas tantas falhas e desvios no curso do governo, mas transformou Cuba, de uma ilhota entregue às baratas – com excessão das praias do Caribe, onde os ricos comiam camarão – numa sociedade muito mais igualitária.

    Fidel nunca conduziu Cuba ao "isolamento", o embargo é recorrente da hegemonia ianque e da prepotência de homens como Reagan, Kennedy e tantos outros fantoches da Casa Branca, que se acham no direito de mandar e desmandar em toda a América Latina, e se negam a respeitar regimes que não entreguem de mão beijada o que o país tem aos EUA. Como no sistema o dinheiro vale mais que a vida, a lógica imperialista prevaleceu e deixou o legado de fome e destruição, às custas do desenvolvimento do "1º Mundo"…

  3. 11
    luiz rodrigues viana Says:

    fidel homem que atua como pensa e sempre foi leal a suas convicçoes minha alegria era conhecer pessoalmente sou revolucionario obrigado castro por tudo que fez por cuba

  4. 10
    Max Lanio Goiania GO Says:

    Eu acho que depende do referencial a saída de Fidel, na minha opinião ele não poderia nem ter entrado no poder, já que pregava toda liberdade e reforma agrária, a primeira atitude de Fidel foi condernar todos que eram contrário a seu regime , que não tinha e nunca teve nem um pingo de liberdade de expressão entre os cubanos.
    Mas já que entrou no governo deveria continuar, pois não foi nada fácil sustentar um país que teve todo um bloqueio econômico e invasão de centenas de soldados …

  5. 9
    Revista Veja cuspiu pra cima mirando Fidel Castro | LOG de MSN Says:

    [...] Mas nesse quesito, digamos que a Veja é sincera se tomarmos como referência a capa da última edição. Como era de se esperar… [...]

  6. 8
    adv Says:

    Olá, tudo indica que foi realmente por motivos de saúde, afinal, ele mesmo declarou em público esse motivo. Acho que não cairia um tema de redação dentro do contexto da saída do Fidel, mas algumas perguntas de geografia ou história têm grandes chances ;)

  7. 7
    lauren Says:

    uashushashuhsa fidel precisava mesmo sair mas pq realmente ele deixou o poder?

    nao entendi e gostaria de saber!!!
    com certeza isso vai ser tema de redação no vestibular

  8. 6
    Wagner Freitas Says:

    Acho que já estava na hora mesmo.Fidel Castro já está acabado,nas últimas.
    Merece descanso!

  9. 5
    Geraldo Says:

    fidel tinha q sair mesmo do poder

    5 anos é muita coisa pra uma pessoa só no poder

  10. 4
    adriano Says:

    Ah! Muito melhor que o Fidel se

    renuncie! O Lula já disse q

    eh “apaixonado pela revolução”!!

    CLARO! o fidela ta la a quase 50 anos!

  11. 3
    adv Says:

    Pois é, mas reza a lenda que quem amigo dos EUA é, significa que goza de liberdade… liberdade para ser explorado ;)

  12. 2
    Osvaldo V de Souza Says:

    Se Cuba seria melhor sem Fidel não sabemos. Todavia, devemos observar as quantas andam os outros países da América Central, alinhadíssimos à política de exclussão norte-americana. Não se trata aqui de ódio desmensurado, o que ocorre é que a política dos caras é a da exploração sem medir consequencias futuras. Se se amigo dos EUA fosse tão bom a Guatemala, Honduras, El Salvador, Panamá, Haiti etc e tal seriam exemplos de fartura e riqueza. Como dizia Sandino: “Tão perto dos EUA, tão longe de Deus.”

  13. 1
    gabriela Says:

    de boa mais esse cara era muito chato mas ele fes muitas coisas boas para o país dele mais ele só pensava nele.
    mas cuba vai fik bem melhor sem ele.

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