O uso do computador pelos jovens, é preciso limites?
Escrito por adv on 9 de março de 2008 – 20:12 -

Comentário referente ao post intitulado “Vínculos afetivos, trabalho e vida no mundo globalizado“
Realmente o preço da insatisfação do jovem é alto, além das suas colocações e argumentos têm as da mídia sem fundo educativo, dos grupos sociais e outras pessoas que, também, de alguma forma representam alguma liderança para a formação da identidade do jovem.
Adolescência ao mesmo tempo que tem seus encantos tem as dificuldades; a necessidade de ser ouvido e reconhecido, tão peculiar dessa fase da vida, muitas vezes é mais aceita pelo grupo na medida em que os integrantes são mais tolerantes e flexíveis entre si, gerando, na maioria das vezes, intensas contradições com as regras e necessidades da família, por mais bem estruturadas que elas sejam. Lidar com críticas e conflitos não é fácil para os adolescentes.
No que diz respeito ao mundo virtual, os computadores que hoje são usados em praticamente todas tarefas profissionais e a possibilidade cada vez mais fácil de tê-lo como um bem pessoal, ainda é uma situação recente; cheia de encantos e ao mesmo tempo armadilhas das quais estamos começando a reconhecê-las.
A mensagem transmitida por esse meio tecnológico, muitas vezes é a de que basta ter um computador com acesso à internet que estaremos, literalmente, inclusos em todas as áreas; que um mundo de possibilidades “fáceis” se abrirá ao nosso redor, sejam elas materiais ou afetivas. Essa idéia levada ao extremo pode significar uma série de problemas, tanto para jovens como para adultos.
A tão aclamada “era digital” é um paradoxo, ao mesmo tempo que nos trouxe inúmeros benefícios, também, nos exige muito mais capacidade de processamento e compreensão da informação. A vida profissional tornou-se muito mais competitiva; competimos com máquinas, robôs e humanos.
Cotidianamente somos obrigados a lidar com um número de informações muito grande; não damos conta pois somos humanos e a nossa evolução biológica requer muito mais tempo do que as mudanças ocorridas no contexto da globalização. Como uma das conseqüências, muitas vezes somos visitados pelo tédio, pela apatia e um sentimento de “vazio” que não sabemos definir.
A dificuldade da Maria de Lourdes certamente também é compartilhada por muitas outras mães preocupadas com o excesso de tempo de seus filhos frente ao computador. Não que todas essas horas signifiquem tempo perdido, mas, tudo que é em excesso é prejudicial, pois, não há apenas um item que irá satisfazer nossas necessidades para que delimitamos nossas ações e pensamentos apenas a ele.
Sra. Maria de Lourdes, penso que esteja no caminho correto. Impôr limites em tom argumentativo e acolhedor, evitar o “tom competitivo” do diálogo e ao mesmo tempo se mostrar aberta a aprender com o seu filho e permitir que ele possa expressar suas dificuldades e pontos de vistas sem se sentir ameaçado por uma possível punição são algumas das possibilidades válidas.
Estabelecer bases de confiança para que um adolescente se sinta acolhido em suas dificuldades, que são muitas – as necessidades da sexualidade, o desejo de se expressar e ser ouvido, as pressões advindas da escolha profissional, o medo do fracasso e da rejeição, etc. -, são fundamentais para atingir os objetivos. Do contrário, o grupo social (da escola, da vizinhança, etc.) poderá se apresentar mais acolhedor do que a base familiar, o que pode significar muitos problemas à vista.
As suas discordâncias também são fundamentais nesse processo, mas com o cuidado de não torná-las ofensivas ou nas justificativas vazias do “porque sim”, “porque não”, “porque assim é melhor”, “porque não pode”, etc. Assim como os adultos, adolescentes e crianças exigem mais. Procure discordar em tom de respeito e apresentando bons argumentos para isso, incite-o a pensar e refletir sobre.
As punições podem ser úteis, mas exigem um rigoroso cuidado. A idéia de muitos dos nossos avós de que educação se faz com “boas surras” não pode ser levada a sério; a dinâmica da vida atual não é a de antigamente e agressividade pode gerar mais agressividade.
Espero que essas breves palavras sirvam para clarificar alguma coisa; mas elas por si só não substituem o contato mais próximo com um profissional adeqüado.
Leia também:
- Questões existenciais: pequeno diálogo
- Carta a um morto
- Brainstorming
- O hoje e o amanhã é e sempre será Corinthians
- Liberdade e segurança: ser livre e estar conectado na internet
novembro 12th, 2008 at 21:13
achei rasuavel + realmente nao era oque eu pressizava
julho 14th, 2008 at 16:57
boa tarde!!!!!!!!!!!
gostaria de voces solucionasse o meu problema!!!!!! pois não consigo instalar o msn no meu computar , já fiz todo os processo , mas não adianta!!!!!!!!!!!!
agradeço sua compreensão!!!!!!!!!!!!