Crítica às campanhas da ABAP que visam inocentar as publicidades de cervejas

Escrito por adv on 6 de maio de 2008 – 12:24 -



Deparei-me com uma propaganda que me chamou a atenção pelo seu grau de ingenuidade que me transpareceu. Pesquisando no YouTube a encontrei. Dêem uma olhada para melhor compreensão do que virá abaixo..


Nesse vídeo a ABAP faz um manifesto conclamando a beatificação dos publicitários diante de um contexto que vem chamando a atenção das autoridades, no caso, os números alarmantes de acidentes de trânsito com vítima, praticados por irresponsáves motoristas que bebem e depois vão dirigir.

A ABAP faz claramente um apelo de que as conseqüências drásticas no trânsito depois da bebida alcoólica não são de culpa dos publicitários, ou das propagandas massivas desse tipo de produto. Conclamam uma neutralidade do publicitário diante do público.

Há tempos atrás eu falei do “fetichismo da mercadoria“, este assunto está para a grande maioria dos publicitários assim como a cruz está para o Diabo. Mas não é necessário recorrer a ela para mostrar a superficialidade do manifesto em questão.

Parece que é claro que todas as publicidades, sejam ela de órgãos governamentais e, sobretudo, as de cunho comercial, não são feitas sem a intenção de provocar no público seja uma conscientização sobre algo (propagandas que fazem apelo ao uso da camisinha, por exemplo) e, principalmente, contribuir para o consumo por parte do público. – E é nessa segunda questão que vou centralizar o assunto.

Ora, pois, se a propaganda é isenta de responsabilidade, então por que não exibem a notificação de uma nova marca de cerveja através de palavras escritas, sem toda parafernália de sons e imagens? Um fundo estático e os dizeres: “lançada nova cerveja, marca A, embalagens de material B ou C, em X ou Y ml”. – Não, a publicidade de massa não está preocupada na informação real, eles são especialistas em promessas sem o compromisso de cumprí-las.

As propagandas de cervejas sempre estão ambientadas em lugares paradisíacos ou festivos e acompanhadas de belas mulheres. Não importa a marca, a idéia é a mesma, coloca o “bacana” bebendo a bebida, rodeado de mulheres, ou na pior das hipóteses, bundas de mulheres, já que em geral olham a bunda depois percebem que são mulheres. A mensagem implícita que ganha o colorido no imaginário dos nossos índices educacionais é o conquistador, o socialmente aceito, o “descolado” que é sempre bem desejado entre os amigos, etc.

Claro que a proibição das propagandas de cervejas não iria resolver todos os problemas. Se não estiver atrelado à políticas públicas governamentais, sociais e, principalmente, educacionais, muitas vidas continuaram sendo vítimas da imprudência no trânsito.

As propagandas de grandes marcas na TV, todas elas – eu afirmo sem exceção – agem de má fé, na medida em que transparecem para seus consumidores uma irrealidade sobre o produto. Melodias, cenários e personagens jocosos acenam e afagam para os desejos dos consumidores. Na guerra entre as marcas a vítima é sempre o público, todas elas vociferam no palco: comprem, se realizem e sejam felizes!

A ingenuidade da ABAP no vídeo em questão se revela na medida em que isenta toda responsabilidade das propagandas de cerveja, e acredito que esse seja um pensamento aplicado não só para esse tipo específico de publicidade.

Usando-se do belo artifício da liberdade no sentido de “tudo posso” , um dos pilares de uma economia liberal, a ABAP coloca os publicitários como criativos e os consumidores como os únicos responsáveis pelas suas atitudes. Afinal, a idéia de que você só compra um produto se quiser parece ser naturalmente aceita. Por que então fazer publicidade de produtos? Não seria muito mais natural os consumidores escolher sem os subsídios do imaginário publicitário?

Vamos imaginar os comerciais, à primeira vista, inofensivos dos brinquedos infantis. Uma boneca (aliás, vocês já viram propaganda de bonecas negras?) aparece na televisão sendo manipulada por crianças sorridentes. Nessa relação a boneca se confunde com o real, por si só ela sorri, anda, mexe braços e pernas, troca de roupas, se maqueia, etc. Participa de atividades sociais e mantém uma relação de amizade perfeita com a criança. Todo cenário é perversamente montado para mexer com as fantasias infantis.

A criança pede o brinquedo e o pai compra, e ai supomos que fica tudo bem se dispensarmos uma análise da relação da criança com a boneca que irá se suceder – bem provável que a criança se frustre diante dum objeto inanimado. Mas e a maioria das crianças que seus pais ou cuidadores não podem comprar a boneca? Será a criança já é capaz de expulsar seus desejos que se confundem com necessidades nessa relação?

Será mesmo que está em jogo apenas a criatividade, a arte e a liberdade de expressão dos “artistas” publicitários? – Ou chamaremos novamente a liberdade no sentido de tudo posso para justificar suas ações?

Parece natural, dentro do liberalismo, “naturalizar” as condições humanas. Torna-se legítimo dizer que todos nós temos iguais capacidades de discernir entre o que será bom ou ruim, bem ou mal, agradável ou desagradável, etc. Nos fazem acreditar que a contradição entre os mais ricos e os mais pobres se justifica através das aptidões e habilidades individuais. A ideologia dominante nos diz que a educação de qualidade se torna meramente uma condição que está dada para todos, cabe apenas ao indivíduo a decisão de se tornar um milionário ou um abandonado.

Gostaria de deixar bem claro que não tenho nada contra a publicidade. Quero acreditar que publicidade deve ser bem mais amplo do que oferecer próteses aos desejos humanos como as que costumamos ver na mídia de massa. Reitero mais uma vez que não basta apenas proibir as propagandas de bebidas alcoólicas para acabar com os acidentes de trânsito. Ressalto ainda, que os criminosos no trânsito têm suas parcelas de responsabilidades e não são meras vítimas a mercê das publicidades de cervejas.

A minha crítica se refere a ingenuidade da ABAP em querer beatificar as publicidades de cervejas, isentando-as na neutralidade e criatividade de seus produtores. O vídeo do exemplo não é a única campanha da ABAP, há outros que também carregam a inocência, pureza e o “serviço social” prestado pelos publicitários nas propagandas de cervejas. – Tais propagandas podem influenciar o consumo de bebidas alcoólicas, principalmente, no caso de jovens, na medida em que fazem fortes apelos às idealizações sexuais, masculinas e de sociabilidade.

De fato os senhores da ABAP têm alguma razão, “o problema não está na liberdade de expressão de uma maioria que cumpre as leis, esta na liberdade de ação de uma minoria que viola essas leis.” – E a minoria para o sujeito com consciência crítica, nesse contexto, são os nefastos vendedores de desejos e sonhos legitimados na criatividade e na liberdade do “tudo posso”. Parece que realmente eles não são os responsáveis pelos acidentes de trânsito envolvendo bebida alcoólica, não em sentido determinista, mas podem ser co-responsáveis por influências no pensamento desses “covardes” e “criminosos”.

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18 Comentários em “Crítica às campanhas da ABAP que visam inocentar as publicidades de cervejas”

  1. Ivo Solano Diz:

    Muito fácil criticar quando se está de fora da discussão.
    Eu sou publicitário, tenho 26 anos e desejo essa profissão desde os 14, e devo dizer que você está equivocado ao dizer que “As propagandas de grandes marcas na TV, todas elas [...] agem de má fé, na medida em que transparecem para seus consumidores uma irrealidade sobre o produto.” A primeira coisa que todo publicitário aprende é justamente a ser ético em tudo aquilo que cria e veicula e não atribuir adketivos ao produto que não sejam de realidade comprovada. Claro que fica mais legal mostrar a pessoa sentindo o prazer do vento batendo no rosto em uma propaganda de moto, mas daí a pensar que a publicidade diz que “toda moto cria uma sensação gostosa no rosto” é loucura. Não sou besta de dizer que o que você mencionou não acontece, mas você fez parecer que todos são assim. Como se todo político fosse ladrão, toda loira fosse burra ou todo blogueiro fosse macaco (lembra do Estadão?).
    Não fico chateado com críticas à minha profissão. Ouço isso todo santo dia. Mas tome cuidado com o que fala da próxima vez, cuidado com a generalização.

  2. The Crow Diz:

    o idiota, de onde vc tirou que a propaganda é culpada??? se for assim as empresas de veiculos tambem devem ser proibidas, afinal são com os veiculos que se atingem alta velocidade e acabam por se matar as “inocentes” pessoas que não sabiam que andar a 200Km/h podiam matar.
    É idiotice culpar algo material pelo erro humano… esse é o tipo de post que tenta provar a imbecilidade do povo brasileiro que tem que ser manipulado pelo governo pra não sair se matando por ai.
    …cara sem grilo, mas esse post foi ridiculo.

  3. adv Diz:

    Olá Ivo, grato pelas suas considerações. Não foi esse o sentido que quis dar, frisei que: “Gostaria de deixar bem claro que não tenho nada contra a publicidade. Quero acreditar que publicidade deve ser bem mais amplo do que oferecer próteses aos desejos humanos como as que costumamos ver na mídia de massa.”

    E logo depois com “A minha crítica se refere a ingenuidade da ABAP em querer beatificar as publicidades de cervejas, isentando-as na neutralidade e criatividade de seus produtores.”

    Nesse sentido, se não ficou claro no texto, gostaria de clarificá-lo, não só a você mas com todos os publicitários que porventura aparecerem por aqui e tiver interpretação semelhante, assim sendo, esclareço que não se trata de uma crítica dirigida a todos os publicitários, mas sim, a campanha da ABAP em defesa dos comerciais de cerveja.

  4. adv Diz:

    Re.: The Crow
    Sua colocação não reflete a idéia do texto, em momento algum disse que as propagandas de cerveja são responsáveis pelos acidentes de trânsito, portanto, me parece o mais sensato não levar a sério o seu pensamento.

  5. Tarlen Diz:

    Ivo, entendi o seu ponto de vista, mas não posso negar que adv tem certa razão na crítica. Saindo um pouco da TV e indo para outdoors, já vi, por exemplo, propagandas em que quase não se via a marca da cerveja já que a loira que segurava o produto tomava 95% do espaço visual (claro q exagero um pouco(que contradição!))!

    O que quero dizer é: infelizmente, a mídia (pelo menos no Brasil) não mostra a realidade na maioria das vezes, mesmo as propagandas que considero criativas. Algumas da Coca Cola com aquele criacionismo todo fazem com que a empresa atinja um patamar de vendas elevado! Então por que uma empresa de cerveja não pode fazer a mesma coisa??

    O que não pode ser feito é negar a parcela de culpa que esse tipo de comercial tem! Não que brasileiro seja ingênuo, mas eu vejo tendenciosidade em vários comerciais daqui.

    Há países em que é proibida a exibição de propagandas de brinquedo, pois já se sabe que conseqüências isso trás.

    Espero ter me expressado da forma mais clara possível.

    Quanto ao comentário de The Crow, nem vou comentar… adv já fez isso.

  6. wellington Diz:

    muito bom o texto,gostei.é bem verdade q a propaganda nao tem q assumir toda a responsabilidade acontece q o brasileiro é mau educado e lança a culpa para os outros e tem sempre a frase “comigo nunca ira acontecer isso”ou “eu sei o q faço” entre outras q o isentam de prestar mais atençao em seus atos.ainda assim vou lançar uma parte da culpa nas propagandas e no governo,e lanço uma opniao:pq nao tiram o alcool das bedidas ou proibem?!eu nao bebo e nem me faz falta(tem mais essa elas fazem mau o q o governo recebe em imposto pelos fabricante gastam nas saude e muito mais,ou seja, só preju).

  7. Bruno Diz:

    Sou bebedor de cerveja e publicitário e creio que a publicidade influencia, sim, no comportamento das pessoas. Acho que deveria proíbida a propaganda de qualquer tipo de droga, assim como foi feito com o cigarro, e ficou claro que isso adiantou bastante, hoje em dia ninguém mais tem aquela imagem “poderosa” do cigarro, com o homem da Marlboro, muito pelo contrário, o cigarro é repudiado pela maioria da sociedade. O problema é tirar do bolso das agências de publicidade, veículos e anunciantes essa grande quantidade de dinheiro que a indústria cervejeira injeta nesse mercado. Creio que as milhares de vidas perdidas por causa do alcool (não apenas em acidentes de trânsito) valem menos que o lobby ($$) fortíssimo que esse setor tem/faz com o governo.

  8. Alek Diz:

    Olá!
    Parabéns pelo blog e pela discussão levantanda.
    Como consumidor de cervejas, digo que propaganda nenhuma me influência na escolha da marca, pois gosto das propagandas da Kaiser, por exemplo, mas na prática, nunca consumo esta marca. Outros fatores têm maior relevância, e a principal é o meu gosto pessoal. Assim também gosto de tantas outras propagandas de produtos, admiro mesmo, mas se consumir 10% do que vejo, é muito.
    Se o problema fossse a influencia da propaganda, eu como publicitário, teria o controle de todos à minha volta, pelo menos até o fim de minha graduação.
    A questão é a predisposição de individuos, que não têm ética e educação por natureza, e por isso vemos a calamidade em que nos encontramos, podendo incluir aí alguns (não todos) os publicitários.
    Abraços!

  9. Ed Diz:

    Olá.

    Eu discordo de seu pensamento.

    As propagandas de cervejas não dizem para consumir álcool descontroladamente, pelo contrário, elas sempre vêem seguidas de alertas como “Beba com moderação” ou “se beber não dirija”.

    Certo eles de se saírem pela tangente.

    Tá, o consumo do cigarro pode ter diminuído em vendas, mas não é o que vejo por aí. O que vejo são jovens e mais jovens, e antigos usuários, fumando da mesma forma.

    O que vejo, são outras políticas que surtem mais efeitos, como a de não poder fumar, por exemplo, em ambientes fechados. O restaurante que quer aceitar fumantes, tem que ter uma área reservada.

    Mas o que vem junto com isso, a conscientização, maior até que a proibição, pois se você parar para pensar, tirando as propagandas da tv as pessoas só vão tomar consciência que o cigarro faz mal, se ler atrás da caixa de cigarro. Quem compra lê? E leva em consideração? Está conscientizando os jovens desde pequenos dessa forma? Quem compra devolve só por isso? Não.

    Uma política na qual acredito que daria bom resultado: Dirigiu bêbado? Prisão.

    Ou seja, não proibe de beber, não proibi de pessoas que não dirigem possa ver aquela propaganda de cerveja.

    As propagandas são saudáveis, mas depende de interpretação.


    “Mas e a maioria das crianças que seus pais ou cuidadores não podem comprar a boneca? Será a criança já é capaz de expulsar seus desejos que se confundem com necessidades nessa relação?”

    O cuidador não tem a obrigação de ensinar que não pode se ter tudo na vida? Se achar que não, achar que não, terão que proibir que as crianças convivam com outras, ou melhor, que convivam com diferença.

  10. Mau Diz:

    Toda vez que eu leio críticas à propaganda não sei porque me vem à mente um rapaz sorridente, tagarelando, vendendo uma lazarenta duma camerazinha 7 em 1, não por parcelas de 39, mas ligando agora, são x parcelas de apenas 29 reais…

    Essa merda não vale $50 paus meu filho. E é por essas e outras que eu detesto propaganda…

  11. Leandro Diz:

    Ótimo texto.
    Falta alguém comentar essa movimentação por parte da ABAP. Na minha opinião é uma infantilidade uma entidade como essa não reconhecer o grau de responsabilidade que suas intervenções publicitária têm nos índices de acidentes por excesso de consumo de alcool.
    Párabens.

  12. marcus Diz:

    Parei de ler no “Deparei-me com uma propaganda…”

  13. adv Diz:

    Embora seja difícil eu responder cada comentário individualmente, gostaria de agradecer todos os que deixaram suas opiniões. Me chamou atenção o fato dos senhores terem expostos seus pontos de vistas com clareza e sem agredir a opinião do outro, deram realmente uma aula de como se comunicar no sentido de compartilhar.

    Fico feliz que mesmo profissionais da área – os publicitários – que aqui comentaram, demonstraram consciência em relação aos conteúdos veiculados pelas propagandas, de forma geral, trazendo idéias de que nem todos têm consciência em relação ao teor das mensagens das propagandas, as limitações que os publicitários encontram ao tentar conciliar a demanda das empresários com suas questões pessoais e éticas, … entre outras opiniões.

    Obrigado a todos pelas contribuições ;)

  14. hugo Diz:

    Olha, sinceramente, o problema é o foco da discussão, propaganda de cerveja tem que ser proibida sim, mas não porque a cerveja gera acidentes automobilísticos, e sim porque a cerveja é uma droga, e assim como o cigarro, deve ser cortada do horário comercial para evitar a utilização do mesmo por jovens… basicamente, se o jovem não assiste ao bombardeio de propagandas daquele produto, ele terá menos chances de utilizar aquele produto… isto vale para cerveja, bebidas com algum teor de alcool, cigarros e equivalentes, etc.

    E não digo isso pelas pessoas que bebem socialmente, mas lembremos que nem todo mundo que começa a beber, sempre beberá socialmente, existem os alcoolatras (escreve assim?), e eles um dia beberam socialmente, como eu, e talvez você.

    Esse é o motivo correto… cortaram a propaganda do cigarro, cortem a propaganda de bebida, e aproveitem e cortem a propaganda de fast foods (ou indiquem na propaganda que o fast food é prejudicial para a saúde).

    Para quem fica com dúvidas quanto a isto, favor assistir ao filme “obrigado por fumar”.

  15. Rafael Dourado Diz:

    A propaganda não inventou a inconseqüencia por excesso de bebida. Que mania essa de brasileiro que a culpa sempre é de algo ou alguém que não a do próprio autor do erro. Que bebe e faz burrice é o único culpado dessa história. O problema é que aqui ninguém responde pelos próprios erros. Bebe, bate, mata, não vai preso e ainda pode dizer que a culpa é da “TV que me ensinou tudo errado”.

    Digo e repito que a publicidade não inventa absolutamente nada. Ela só mostra o que já está presente como cultura. Cerveja festa mulher existe há anos neste país e as propagandas só espelham isso na TV e revistas.

    Em vez de culpar o reflexo, que culpem o objeto. É o mesmo que proibir a internet quando alguém nela fala de racismo ou culpar os videogames porque neles tem violencia. Como se um Jornal Nacional já não fosse suficientemente violento.

  16. adv Diz:

    Rafael, pela sua linha de raciocínio, será que alguém que nasceu na favela e outro que nasceu em ‘berço de ouro’, ambos têm as mesmas condições de se dar bem na vida? Ou o sujeito que nasceu na favela é o único culpado por ter nascido em tais condições? – Tento ilustrar aqui o quanto as pessoas não são as únicas responsáveis pelos seus atos, afinal, estamos em um meio sóciocultural e muito da nossa aprendizagem vem desse espaço.

    Reitero ainda que no post acima, eu disse que a propaganda de cervejas podem influenciar e não que são as únicas responsáveis pelas inconseqüências, o que não significa que o sujeito também não tenha sua parcela de irresponsabilidade.

  17. Se fudeu Grandão Diz:

    Axou que ia abafar e só tomou na cabeça… infelizmente idiotas como vc fazem parte da sociedade…vai dormir e desiste de escrever nesse bloguinho sem vergonha seu!

    E está dito!

  18. adv Diz:

    De fato a sociedade está repleta de gente sem vergonha como você, analfabetos e valentes que vivem a rastejar no submundo anônimo da Internet.

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