Padre Marcelo Rossi acredita nos downloads do seu novo disco: “Paz sim, violência não”
Escrito por adv on 23 de junho de 2008 – 16:29 -
Padre Marcelo Rossi, conhecido por suas obras mercadológicas de cunho religioso, tem como principais patrocinadores a rede Globo, o Gugu, o Faustão, e uma legião de “famintos” negados e excluídos de alguma forma de uma sociedade injusta e perversa como a nossa. – Reside aí a principal matéria prima do padre: a transformação da miséria em lucro.
Ele é o principal padre-artista do Brasil, já que o padre-baloeiro não teve tanta sorte assim. CDs, livros, chaveiros, pôsteres, vídeos, broches, apetrechos e qualquer bugiganca que possa ser prostituída em nome de Deus e do Espírito Santo é passível de estar nas vitrines estampadas e bem lustradas no rosto humilde de Jesus Cristo que exala à piedade.
Como um bom artista o padre declarou que não é contrário aos downloads para uso pessoal, mas é contra a pirataria que para ele é feita pelos pais de famílias também negados pela sociedade “arruaceiros” dos camelôs. – Assim como a elite brasileira em geral coloca a culpa da pirataria nos camelôs fazendo questão de deixar de lado as questões econômicas e socias que permeiam as mazelas dentro de um contexto injusto de distribuição de renda e condições de sobrevivência. É a idéia do “politicamente correto”.
Lançando o seu novo álbum, intitulado “Paz sim, violência não”, o padre acredita na difusão dos downloads de suas músicas para influenciar a compra do disco original, porém, ressalta, se fizer o download e comprar o disco pirata, certamente a “lei divina” irá te pregar “peças”.
Em entrevista ao G1 Notícias o padre declarou:
Pirataria é crime. Eu briguei por esse CD. E o dinheiro dele nem vai para mim, todo o lucro é revertido para as obras do Novo Santuário. E eu briguei por um preço mais justo do CD, R$ 19,90, em vez de R$ 24, R$ 25. Os piratas não vão conseguir um encarte maravilhoso como esse que eu tenho e uma qualidade de som duvidosa. E o dinheiro do pirata, para onde vai? Para o tráfico.
Fato é que a pirataria, embora não deixa a desejar quanto à qualidade sonora, ela não faz milagres; no caso, ela só reproduz o original, o que me leva a concordar com o padre que a qualidade do som, certamente, será duvidosa.
Mas e o dinheiro da fé, para onde vai?
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junho 23rd, 2008 at 18:01
“…já que o padre-baloeiro não teve tanta sorte assim.”
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