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	<title>LOG de MSN &#187; Filosofando</title>
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	<description>Música, Filosofia, Humor, Psicologia, Política, Futebol, Psicanálise e Logs do MSN</description>
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		<title>O Brasil do &#8220;futebol&#8221;</title>
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		<pubDate>Sat, 05 Jul 2008 23:02:17 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Filosofando]]></category>
		<category><![CDATA[Futebol]]></category>

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		<description><![CDATA[Há vários posts sobre futebol aqui no Log de MSN, todos descompromissados, resguardados nas devidas proporções do cotidiano. Na verdade são mais conteúdos que se enquadram nas diretrizes daquilo conhecimento como &#8220;blogosfera&#8221;. Recentemente fiz uma montagem bem simples mas que o resultado final deixou-me um pouco surpreso. Rapidamente, aproveitei e tentei colocar as inquietações em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há vários posts sobre futebol aqui no Log de MSN, todos descompromissados, resguardados nas devidas proporções do cotidiano. Na verdade são mais conteúdos que se enquadram nas diretrizes daquilo conhecimento como &#8220;blogosfera&#8221;. Recentemente fiz uma montagem bem simples mas que o resultado final deixou-me um pouco surpreso. Rapidamente, aproveitei e tentei colocar as inquietações em palavras. Abaixo a imagem e um pouco do conteúdo.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.logdemsn.com/wp-content/uploads/2008/07/brasil-do-futebol.jpg"><img class="size-full wp-image-915" title="brasil-do-futebol" src="http://www.logdemsn.com/wp-content/uploads/2008/07/brasil-do-futebol.jpg" alt="" width="222" height="335" /></a></p>
<blockquote><p>Com os pincéis ideológicos do Estado, dos capitalistas, da mídia e de uma população mais vítima do que culpada, o quadro do terror de um país onde reina com prosperidade a arcaica política do “pão e circo” em sua versão moderna conhecida apenas como “circo”, dá lugar a uma vida que pintamos em um fictício paraíso tropical marcado pela violência e pelas desigualdades sociais, onde repressores, ditadores, craques de bolas, religiosos e apresentadores de auditório desfilam juntos recebendo os aplausos de uma platéia de fanáticos. Fonte: <a href="http://www.eternoretorno.com/2008/07/03/o-brasil-do-futebol-carnaval-e-religiao-anestesicos-de-um-inferno-tropical/">Eterno Retorno</a></p></blockquote>
Leia também:<ul><li><a href="http://www.logdemsn.com/2008/04/12/football-manager-live-jogar-so-na-internet/" rel="bookmark" title="12 de abril de 2008">Football Manager Live &#8211; jogar só na internet</a></li>

<li><a href="http://www.logdemsn.com/2008/01/01/dilogos-em-2008/" rel="bookmark" title="1 de janeiro de 2008">Di&aacute;logos em 2008</a></li>

<li><a href="http://www.logdemsn.com/2008/01/02/pena-de-morte-em-2008/" rel="bookmark" title="2 de janeiro de 2008">Pena de morte em 2008</a></li>

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<li><a href="http://www.logdemsn.com/2008/07/28/google-atualiza-a-pontuacao-do-pagerank-confira-a-sua/" rel="bookmark" title="28 de julho de 2008">Google atualiza a pontuação do Pagerank &#8211; confira a sua</a></li>
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		<title>Fragmentos e destroços advindos do existencial</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Jun 2008 19:34:09 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Filosofando]]></category>

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		<description><![CDATA[Como de rotina, quando meus rins páram de funcionar, submeto-me a longos e tediosos dias em um leito de hospital. &#8211; Saúde é uma excelente mercadoria ao capital, pelo menos enquanto o doente não morre, pois é preferível que ele fique sofrendo por vários dias. Custeado pela empresa, tive direito a um quarto e banheiro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como de rotina, quando meus rins páram de funcionar, submeto-me a longos e tediosos dias em um leito de hospital. &#8211; Saúde é uma excelente mercadoria ao capital, pelo menos enquanto o doente não morre, pois é preferível que ele fique sofrendo por vários dias. Custeado pela empresa, tive direito a um quarto e banheiro individual, frigobar &#8211; embora eu não pudesse usar uma vez que um doente renal crônico na minha situação não podia beber nada -, TV a cabo, ar condicionado, telefone, além de 4 boas refeições diárias. Só esqueçaram que para um doente tudo aquilo não tinha valor algum.</p>
<p>Parece o paraíso se pensarmos no oposto que ocorre na saúde pública no Brasil. &#8211; Mas não é! Sinto-me como um morto que ressuscitou novamente. Não pela graça de Deus. Mas pelo progresso científico que tem possibilitado os avanços médicos em tantas áreas, podendo aliviar o &#8220;sofrimento&#8221; de muitos.</p>
<p>Sofrimento entre aspas pois não são todos que gostam de passar dias no hospital e se recuperar. &#8211; No meu caso, preferia dispensar todo mal-estar e voltar a ser cadeias de carbono na natureza. Não foi a primeira, e nem será a última vez que tive que ficar paralisado num lugar que cheira à morte agonizante. Mas são poucos que têm a sorte de ter uma morte instantânea em um dia belo onde os pensamentos saltam em elementos positivos.</p>
<p>A juventude me ajuda. Um metabolismo altamente poderoso conquistado com muito exercício físico me dá o direito de ter uma recuperação rápida. Mas e o amanhã? &#8211; Sei que um dia meu corpo já não responderá tão bem, entre as potencialidades que temos em aberto, carregamos a certeza do envelhecimento, embora a indústria da beleza faz de tudo para escondê-la.</p>
<p>Vejo o amanhã através do <a href="http://www.eternoretorno.com/2008/06/03/eterno-retorno-nietzsche/">eterno retorno</a>. Muito exercício físico, muita massa muscular, uma dieta impecável, sem fumar, sem beber e por fim, usar tudo isso como moeda de troca na próxima recaída, adiando a morte ou pelo menos recuperar-se rapidamente.</p>
<p>Recupera-se o sistema fisiológico, mas a tarefa mais difícil é (re)construir novos sentidos, novas (res)significações, (re)pensar os pensamentos, voltar a caminhar tendo em vista um objetivo a ser percorrido, qualquer que seja.</p>
<p>Parece-me que cada vez que ficamos entre a vida e a morte e retornamos para a vida desvendamos mais um &#8220;mistério&#8221; da vida &#8211; mistério pelo fato de fecharmos os olhos e usar imaginação fértil para construir os sentidos. No final das contas o rei, a rainha e o peão irão todos para o mesmo lugar. Há vários recordes para se cumprir essa trajetória, mas não há troféu no final.</p>
<p>Quando a indústria da beleza, da moda, das dietas e uma parafernalha completa que afaga a idéia de uma vida saudável por um longo tempo te bater à porta, pense em beber e comer mais aquilo que você gosta. Fume mais, cheire mais. Seres humanos são capazes de colocar relação entre tempo de vida de um fumante e um não fumante, de um obeso e um malhado, acreditam que comendo frutas e legumes serão mais saudáveis do que se comerem frituras.</p>
<p>Ninguém é capaz de desvendar a totalidade das relações minuciosas que ocorrem na fisiologia do corpo como um todo. O câncer está para os vegetarianos, os carnívoros, os onívoros. Deixar de fumar não significa que você irá viver melhor e mais saudável. Comer aquilo que é agradável ao paladar ou aquilo que é potencialmente bom para o seu organismo não te dá o direito de viver mais ou menos. São todas potencialidades em aberto, mas você tem apenas uma vida para testar e sem direito a saber o resultado.</p>
<p>Cuidado com as hipóteses que a indústria do &#8220;bem-estar&#8221; oferece arbitrariamente, todas elas poderão não se concretizar no seu organismo.</p>
<p>Gostaria de corticóides para recuperar meus pensamentos, meus sentidos, meus planos, minhas metas. Mas não há. Por isso me aqueço com a idéia de jamais construir sem antes pensar na desconstrução, no constante devir entre a vida e a morte.</p>
<p>No momento estou apenas sentado no centro, analisando o vazio, o nada, o existencial. A paisagem se molda pelas ruínas do que sobrou. Preciso recolher, espantar a poeira para encontrar as palavras, os pensamentos, a criatividade, os planos&#8230; um dia desses eu faço isso, mas por enquanto reservo-me no direito de ficar na companhia do silêncio.</p>
<p>Enquanto isso irei me divertir ao ficar na platéia, olhando seres humanos bem polidos civilizadamente, etiquetados, protocolados, planejando o casamento dentro dos bons costumes, o trabalho, o acúmulo, o consumo&#8230; estão todos correndo para o matadouro sem olhar para os campos ao redor, embora estejam bem crentes de que estão progredindo.</p>
Leia também:<ul><li><a href="http://www.logdemsn.com/2008/06/23/voce-nao-precisa-de-deus-nem-nas-horas-dificeis/" rel="bookmark" title="23 de junho de 2008">Você não precisa de Deus, nem nas horas difíceis</a></li>

<li><a href="http://www.logdemsn.com/2007/09/21/amizade-familia-sonhos-trabalho/" rel="bookmark" title="21 de setembro de 2007">Amizade, família, sonhos, trabalho&#8230;</a></li>

<li><a href="http://www.logdemsn.com/2007/12/02/a-morte-de-scrates-e-a-importncia-do-seu-pensamento/" rel="bookmark" title="2 de dezembro de 2007">A morte de S&oacute;crates e a import&acirc;ncia do seu pensamento</a></li>

<li><a href="http://www.logdemsn.com/2006/12/10/re-que-pena-meu-querido-amigo-no-morreu/" rel="bookmark" title="10 de dezembro de 2006">Re: Que pena, meu querido amigo não morreu</a></li>

<li><a href="http://www.logdemsn.com/2007/09/06/fale-daquilo-que-voce-nao-consegue-tente/" rel="bookmark" title="6 de setembro de 2007">Fale daquilo que você não consegue. Tente!</a></li>
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		<title>Precisamos caminhar &#8211; uma viagem através dos pensamentos de um ateu</title>
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		<pubDate>Wed, 14 May 2008 04:44:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>adv</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofando]]></category>

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		<description><![CDATA[Os posts &#8220;A morte de Sócrates e a importância do seu pensamento&#8220;, &#8220;O que é Filosofia e para quê serve&#8221; e &#8220;O que é o Humanismo que surgiu no Renascimento&#8221; estão repletos de comentários com o mesmo teor do modelo acima. Os títulos que começam com &#8220;O que é&#8230;&#8221;, &#8220;Como&#8230;&#8221; e outros que dão idéia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><img src="http://www.logdemsn.com/wp-content/uploads/2008/05/coment-socrates.png" alt="coment socrates" width="450" height="131" /></p>
<p><img src="http://www.logdemsn.com/wp-content/uploads/2008/05/anjos-e-demonios.jpg" alt="anjos-e-demonios" width="258" height="599" align="left" />Os posts &#8220;<a href="http://www.logdemsn.com/2007/12/02/a-morte-de-scrates-e-a-importncia-do-seu-pensamento/#comments">A morte de Sócrates e a importância do seu pensamento</a>&#8220;, &#8220;<a href="http://www.logdemsn.com/2007/11/25/o-que-filosofia-e-para-qu-serve-reflexes-da-reflexo/">O que é Filosofia e para quê serve</a>&#8221; e &#8220;<a href="http://www.logdemsn.com/2008/03/16/o-que-e-o-humanismo-que-surgiu-no-renascimento/">O que é o Humanismo que surgiu no Renascimento</a>&#8221; estão repletos de comentários com o mesmo teor do modelo acima.</p>
<p>Os títulos que começam com &#8220;O que é&#8230;&#8221;, &#8220;Como&#8230;&#8221; e outros que dão idéia de &#8220;receituários&#8221;, vêm na contramão dos meus pensamentos. Textos que começam com essas palavras me parecem se reportar a um conhecimento que é estático, isto é, como se pudesse ser definido um fenômeno de uma determinada maneira que encerra o seu conteúdo, isso implica em ter uma &#8220;verdade&#8221; e uma &#8220;mentira&#8221;. &#8211; Vejo isso como uma pretensão imensa, por isso sempre carrego comigo, da mesma forma como os católicos carregam o terço, a humildade de que nada mais posso fazer além de representar de determinada forma a realidade, num processo de construção e desconstrução de caminhos, de modo a conseguir caminhar, sem se preocupar se algo &#8220;é&#8221; de determinada forma, prefiro dizer que no momento &#8220;está&#8221; se revelando de determinada forma ao meu modo de ver.</p>
<p>Dirão alguns &#8211; ou muitos &#8211; que isso é algo de pensamento &#8220;perturbado&#8221;, que não se satisfaz com nada &#8211; partirei então, dessa representação. Reporto-me às dificuldades que encontro para enquadrar determinado assunto em palavras, a cobrança que tenho comigo mesmo para precaver de passos em falso, muitas vezes em vão porque jamais daremos conta de abranger a totalidade. Essas características se devem, em parte, a Nietzsche que destruiu todos os corrimões e trincheiras onde residiam as aberrações da &#8220;verdade&#8221; e da &#8220;mentira&#8221;. Onde haviam fadas colocadas pela boa educação vinculada às ideologias positivistas e liberais, tão presentes, infelizmente, no nosso currículo educacional, sobretudo, nas escolas públicas, Nit colocou &#8220;demônios&#8221; que se debatem, criticam e questionam entre si.</p>
<p>Para &#8220;piorar&#8221; a situação, veio Schopenhauer e destruiu o meu mundo. Tudo que vejo, penso e comunico verbalmente e não-verbal, são representações, jamais são verdades ou mentiras, certo ou errado, ruim ou bom. Às vezes, acham que eu acredito na Ciência da mesma forma que um fiel acredita em Deus, pelo contrário, a Ciência pode ser tão perversa quanto os deuses, mas, ela é legítima, não exige que você acredite, pelo contrário, ela agradece quando você critica, questiona, cavuca e remexe ainda mais o que já parece ser o caos. &#8211; Incansável tarefa de encontrar o caos depois do caos.</p>
<p>Dawnkins e Sagan, dois cientistas de ótimo nível que têm me ajudado a construir meus poucos alicerces, propõem ver a alegria, as maravilhas, e tudo que há de belo em cada processo da evolução natural e elementos físicos, biológicos e químicos que harmoniosamente compõem a natureza. Para ambos, a Ciência é capaz de dar um colorido à vida mais belo do que aqueles que encontramos  nas próteses e tranqüilizantes oferecidos pelo sobrenatural. &#8211; É um ponto na qual eu discordo de ambos, me parece que o conhecimento &#8211; científico e filosófico &#8211; é um forte sentinela destituído do seu cargo de guarnição, trazendo inquietações e dúvidas. Nesse sentido, eu não sei se é possível afirmar que um religioso é menos feliz do que um cientista. Não serão eles belos sonhadores que dormem sob o conforto maternal de anjos e arcanjos? Do lado oposto, não estará o conhecimento &#8211; aquele capaz de libertar das masmorras do senso comum &#8211; com a cruel tarefa de encontrar sorrisos escovando cadáveres soterrados?</p>
<p>Certamente que isto é mais uma representação, e não quero dizer que Sagan nem Dawnkins estão errados, mas sim, pensam diferente. Alguns dirão que eu sou pessimista, talvez eu tenha aprendido a pensar assim com Schopenhauer. Se a árvore do fruto sagrado for derrubada por desgraças naturais fica mais fácil colher os frutos. &#8211; Esse é o meu pessimismo &#8211; se assim posso chamá-lo -, buscar colher as flores que sobraram ou que ainda podem brotar sob os escombros das ruínas.</p>
<p>Quero acreditar que em todo ser humano há uma centelha de riso, basta saber provocá-la. Em um assassino frio que mata não por apreciar o sofrimento alheio, mas porque não aprendeu outra forma de se livrar do próprio sofrimento. Um suicida que não encontrou outra forma de fazer o último pedido de socorro: eu gostaria de viver, procurei por uma chance mas só assim encontrei uma forma para que olhassem para mim. Duas pessoas que deixaram de ser amigos ou que não puderam sentir se únicos num momento de abraço, porque não souberam e talvez ainda não saibam como comunicar no sentido de coabitar, falharam ao conviver com as barreiras do próprio ego.  Assim, parece que não há pessimismo o suficiente para sepultar o mundo em uma tumba rigorosamente lacrada, por outro lado, não há otimismo o suficiente que dê conta de colorir o mundo com todas as cores que não somente aquelas que o pintor pode ver.</p>
<p>Enfim, gostaria de finalizar parafraseando Nit. Vamos imaginar um abismo separado por dois lados, um, representa o seu nascimento, o outro, representa a idéia de desembarque, chegar a algum lugar. Você deve construir uma ponte, cada passo representa um pedaço dessa ponte, porém, cada pedaço está em movimento como uma esteira, assim sendo, não há como parar nem voltar atrás, só há uma opção caso você queira prosseguir &#8211; construir novos pedaços e seguir em frente. Além dessa dificuldade, há algo que não conseguimos enxergar com nossos olhos acostumados a captar reduzidas dimensões, para cada pedaço de ponte construída, mais aumenta a distância para se chegar ao outro lado. É um esforço inútil, mais cedo ou mais tarde o abismo irá nos engolir.</p>
<p>Para quê buscamos conhecimento, para morrer mais ou viver mais? &#8211; Gostaria de retificar um dos pontos do meu pensamento, parece que é necessário representar uma &#8220;verdade&#8221;, aquela de que precisamos caminhar mesmo que não saibamos para onde estamos indo, ou a confortável idéia de que estamos caminhando para um local de desembarque que irá nos revelar novos caminhos. Na realidade, Nit não desconstruiu totalmente as verdades, do contrário teria se encerrado no niilismo, sua proposta reside, sobretudo, na transvaloração, libertar-se das algemas, ou o estar se libertando, já que a liberdade absoluta devemos deixá-la no baú dos contos fantasiosos.</p>
<p>Caro leitor que conseguiu suportar ler até aqui, desculpe pelas trilhas completamente diferentes que esse post seguiu quando este autor apenas pretendia brincar, através de duas colocações: 1) penso que há garotos e garotas copiando aqueles posts citados no início e entregando como trabalho pronto aos seus professores; 2) caso você queira visitas em seu blog/site use e abuse de posts que comecem com &#8220;Saiba como&#8230;&#8221;, O que é&#8230;&#8221;, &#8220;Como fazer&#8230;&#8221;, &#8220;Os 10 melhores&#8230;&#8221;, eu não irei ler, mas há muita gente em busca de receitas milagrosas para construírem a ponte, infelizmente. &#8211; Talvez um dia eu me arrependa de fazer o papel de advogado do diabo.</p>
<blockquote><p>(&#8230;) ninguém poderá construir a ponte que você em particular terá de atravessar sobre o rio da vida – ninguém além de você mesmo. Evidentemente, existem inúmeros caminhos e pontes e semideuses prontos para transportá-lo através do rio, mas somente ao preço do seu próprio ser. Em todo o mundo, existe um único caminho que ninguém além de você poderá tomar. Para onde leva? Não pergunte, apenas siga-o. &#8211; Nietzsche</p></blockquote>
<p><span style="color: gray;">*imagem: Anjos guiando as almas no pós-vida &#8211; Hieronymus (1500-1504) -</span> <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Imagem:Hieronymus_Bosch_013.jpg"><span style="color: gray;">Wikipédia</span></a></p>
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<li><a href="http://www.logdemsn.com/2007/05/18/como-ser-feliz-e-se-dar-bem-na-vida-2/" rel="bookmark" title="18 de maio de 2007">Como ser feliz e se dar bem na vida</a></li>
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		<title>A filosofia de Nietzsche é culpada pelo Nazismo? &#8211; Não!</title>
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		<pubDate>Sat, 10 May 2008 02:34:15 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Filosofando]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[Entre os críticos, Nietzsche costuma ser responsabilizado por sustentar o Nazismo, mesmo que este tenha morrido 33 anos antes. Para eles a idéia do Übermench (&#8220;super-homem&#8221;) é a idealização da eugenia alimentada por Hittler. &#8211; Tal interpretação aponta que esse homem proposto pelo filósofo é um homem imoral, absolutamente individualista e sem valores, aquele que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.logdemsn.com/wp-content/uploads/2008/05/nietzsche-e-o-nazismo.jpg" alt="nietzsche e o nazismo" width="225" height="225" align="left" />Entre os críticos, <a href="http://www.logdemsn.com/2007/05/25/as-marteladas-de-nietzsche-desconstruindo-preconceitos/">Nietzsche</a> costuma ser responsabilizado por sustentar o Nazismo, mesmo que este tenha morrido 33 anos antes.</p>
<p>Para eles a idéia do <em>Übermench</em> (&#8220;super-homem&#8221;) é a idealização da eugenia alimentada por Hittler. &#8211; Tal interpretação aponta que esse homem proposto pelo filósofo é um homem imoral, absolutamente individualista e sem valores, aquele que dá ouvidos apenas aos ecos dos seu próprio ego.</p>
<p>Recentemente a autora Abir Taha publicou um livro intitulado &#8220;<em><a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;ProdId=21323430&amp;ST=SR&amp;franq=260258">Nietzsche: o profeta do Nazismo</a></em> &#8220;, que tem o objetivo de dar fim às falsas idéias que têm associado o <em>super-homem</em> com a ideologia nazista, esta última se alimenta sobretudo do racismo biológico, bem diferente do &#8220;novo homem&#8221; proposto por Nietzsche.</p>
<p>A autora ainda revela a apropriação &#8211; obviamente que errônea &#8211; que o Nazismo possivelmente fez de alguns pressupostos de Nit. Se a culpabilização de Nit pelo Nazismo for levada a sério, teríamos que culpabilizar a humanidade inteira pelos avanços tecnológicos e suas conseqüências danosas (guerras nucleares, destruições ambientais, gerras civis, etc.).</p>
<p>Além dessa característica básica entre Nazismo e a filosofia de Nietzsche, essa relação se torna ainda mais insustentável ao compreender que o novo homem edificado no pensamento nietzschiano não é um homem niilista, isto é, desinteressado com tudo, asséptico de valores e apático diante da vida e dos seus semelhantes, mas sim, aquele que consegue se desatar das amarras da falsa moralização e, principalmente, das convicções e verdades absolutas, indo de encontro à transformação da sua existência.</p>
<p>Para tanto, esse homem deve lançar um olhar dionisíaco sobre o mundo, buscando através da simplicidade e a alegria presentes na vida, encontrar os valores para si e para o bem da humanidade, destituindo aqueles que até então têm mantido o homem preso no conhecimento determinista e nas verdades absolutas, elementos que para Nietzsche têm sido entraves para a humanidade.</p>
<p>O novo homem é aquele que transcenderia a sua época e reinventaria os valores de até então, excluindo de si, sobretudo, os valores tirânicos do cristianismo que instalaram o sentimento de culpa e vendaram os olhos dos homens para a alegria presente na vida.</p>
<p>Entre os diversos aforismos de Nietzsche, sobre a vida, a política, as nações, as relações humanas, etc., transcrevo abaixo, na íntegra, o aforismo 475 de sua obra &#8220;<em><a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=1&amp;ProdId=136874&amp;ST=SR&amp;franq=260258">Humano, demasiado humano</a> &#8211; um livro para espíritos livres (1878, 1886)</em> &#8220;. Esse aforismo ilustra bem o pensamento de Nit sobre o povo judeu &#8211; além disso, repare que Nit foi um dos primeiros a falar sobre a globalização (não usando esse termo), e uma previsão absurdamente exata do que viria a representar efetivamente o judeu para a questão da eugenia nazista:</p>
<p><span style="color: gray;">* imagem: capa do livro mencionado da autora Abir Taha</span></p>
<p><span id="more-856"></span></p>
<p><em>O homem europeu e a destruição das nações</em> &#8211; O comércio e a indústria, a circulação de livros e cartas, a posse comum de toda a cultura superior, a rápida mudança de lar e de região, a atual vida nômade dos que não possuem terra &#8211; essas circunstâncias trazem necessariamente um enfraquecimento e por fim uma destruição das nações, ao menos das européias: de modo que a partir delas, em conseqüência de contínuos cruzamentos, deve surgir uma ração mista, a do homem europeu. Hoje em dia o isolamento das nações trabalha contra esse objetivo, de modo consciente ou inconsciente, através da geração de hostilidades nacionais, mas a mistura avança lentamente, apesar dessas momentâneas correntes contrárias: esse nacionalismo artificial é, aliás, tão perigoso como era o catolicismo artificial, pois é na essência um estado de emergência e de sítio que alguns poucos impõem a muitos, e que requer astúcia, mentira e força para manter respeitável. Não é o interesse de muitos (dos povos), como se diz, mas sobretudo o interesse de algumas dinastias reinantes, e depois de determinadas classes do comércio e da sociedade, o que impele a esse nacionalismo; uma vez que se tenha reconhecido isto, não é preciso ter medo de proclamar-se um <em>bom europeu</em> e trabalhar ativamente pela fusão das nações: no que os alemães, graças à sua antiga e comprovada qualidade de <em>intérpretes e mediadores dos povos</em>, serão capazes de colaborar. &#8211; <span style="text-decoration: underline;">Diga-se de passagem que o problema dos <em>judeus</em> existe apenas no interior dos Estados nacionais, na medida em que neles a sua energia e superior inteligência, o seu capital de espírito e de vontade, acumulado de geração em geração em prolongada escala de sofrimento, devem preponderar numa escala que desperta inveja e ódio, de modo que em quase todas as nações de hoje</span> &#8211; e tanto mais quanto mais nacionalista é a pose que adotam &#8211; <span style="text-decoration: underline;">aumenta a grosseria literária de conduzir os judeus ao matadouro, como bodes expiratórios de todos os males públicos e particulares. Quando a questão não for mais conservar as nações, mas criar uma raça européia mista que seja a mais vigorosa possível, o judeu será um ingrediente tão útil e desejável quanto qualquer outro vestígio nacional. Características desagradáveis, e mesmo perigosas, toda nação, todo indivíduo tem: é cruel exigir que o judeu constitua exceção. Nele essas características podem até ser particularmente perigosas e assustadoras; e talvez o jovem especulador da Bolsa judeu seja a invenção mais repugnante da espécie humana. Apesar disso gostaria de saber o quanto, num balanço geral, devemos relevar num povo que, não sem a culpa de todos nós, teve a mais sofrida história entre todos os povos, e ao qual devemos o mais nobre dos homens (Cristo), o mais puro dos sábios (Spinoza), o mais poderoso dos livros e a lei moral mais eficaz do mundo. E além disso: nos tempos mais sombrios da Idade Média, quando as nuvens asiáticas pesavam sobre a Europa, foram os livres pensadores, eruditos e médicos judeus que, nas mais duras condições pessoais, mantiveram firme a bandeira das Luzes e da independência intelectual, defendendo a Europa contra a Ásia; tampouco se deve menos aos seus esforços o fato de finalmente vir a triunfar uma explicação do mundo mais natural, mais conforme à razão e certamente não mítica, e de o anel da cultura que hoje nos liga às luzes da Antigüidade greco-romana não ter se rompido. Se o cristianismo tudo fez para orientalizar o Ocidente, o judaísmo contribuiu de modo essencial para ocidentalizá-lo de novo: o que, num determinado sentido, significa fazer da missão e da história da Europa uma <em>continuação da grega.</em></span></p>
<p><em>* sublinhados meus</em></p>
Leia também:<ul><li><a href="http://www.logdemsn.com/2007/05/25/as-marteladas-de-nietzsche-desconstruindo-preconceitos/" rel="bookmark" title="25 de maio de 2007">As marteladas de Nietzsche: desconstruindo preconceitos</a></li>

<li><a href="http://www.logdemsn.com/2008/03/18/o-que-e-patriarcalismo-e-quais-suas-influencias-nos-dias-atuais/" rel="bookmark" title="18 de março de 2008">O que é patriarcalismo e quais suas influências nos dias atuais</a></li>

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<li><a href="http://www.logdemsn.com/2007/01/08/redao-da-fuvest-2007/" rel="bookmark" title="8 de janeiro de 2007">Redação da Fuvest 2007</a></li>

<li><a href="http://www.logdemsn.com/2008/03/14/vamos-queimar-a-biblia-sagrada-ou-cruel/" rel="bookmark" title="14 de março de 2008">Vamos queimar a Bíblia &#8211; sagrada ou cruel?</a></li>
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		<title>Responda: O que será do seu blog quando você morrer?</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Apr 2008 00:41:25 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Filosofando]]></category>

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		<description><![CDATA[A linguagem é a mais fundamental diferença entre humanos e animais. É através dela que o conhecimento caminha ao longo das gerações, do contrário, teríamos que reinventar o fogo a cada nova geração. O conhecimento perpassa ao longo da história através dos livros, das músicas, das pinturas, das esculturas, das culturas, etc. Atualmente vivemos num [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img style="width: 250px; height: 237px;" src="http://i20.photobucket.com/albums/b224/Maxell2004/blogueiro-morto.jpg" border="0" alt="" hspace="0" align="left" />A linguagem é a mais fundamental diferença entre humanos e animais. É através dela que o conhecimento caminha ao longo das gerações, do contrário, teríamos que reinventar o fogo a cada nova geração.</p>
<p>O conhecimento perpassa ao longo da história através dos livros, das músicas, das pinturas, das esculturas, das culturas, etc. Atualmente vivemos num contexto chamado de &#8220;Era da informação&#8221;. Nunca se produziu tanta informação e tantos meios de comunicação capaz de transcender barreiras físicas e temporais.</p>
<p>A Internet talvez seja o &#8220;carro chefe&#8221; dos meios de comunicação atual. No entanto, há de ressaltar que ela não é nossa salvação, de acordo com Wolton (1997)* as técnicas sem a consciência humana não são nada. Nesse sentido, é possível dizer que, embora tenhamos tantos meios de comunicação, não conseguimos nos comunicar, isto é, coabitar pacificamente com o outro.</p>
<p>Ao mesmo tempo que produzimos mais informação &#8211; não necessariamente conhecimento -, também criamos meios de armazenamento que serão facilmente recuperáveis pelas gerações futuras.</p>
<p>Dentro desse contexto, há milhares de informações diariamente sendo veiculadas em blogs. Você já parou para pensar o que será do seu blog quando você morrer? Por que não dizer, que alguns blogs se tornarão grandes obras para gerações futuras?</p>
<p>Para tanto, é necessário ressaltar o compromisso do conteúdo que você publica &#8211; político, cultural, social, científico, filosófico, etc. Qual o compromisso do seu blog? &#8211; Mesmo que seja uma fagulha que tenta transmitir um conteúdo comprometido com alguma transformação da realidade contraditória e conflituosa.</p>
<p>Talvez os blogs não irão se constituir em grandes obras para gerações futuras se a humanidade continuar colocando o dinheiro a frente do bem coletivo. &#8211; Nos mataremos antes? <a href="http://www.logdemsn.com/2008/01/24/salve-o-planeta-e-se-der-tempo-os-humanos-o-homem-est-morto/">&gt;&gt;&gt;</a></p>
<p>De qualquer forma, <strong>o que será do seu blog ou o que se espera dele quando você morrer?</strong> &#8211; Há algum plugin capaz de deixar um último post para os visitantes [:D]?</p>
<p>Desde já convido os interessados em responder a idéia acima. Crie um post, sinta-se à vontade para reformular a idéia e faça um <em>trackback</em> para compartilhar!</p>
<p><span style="color: gray;">* Wolton, D. (1997) &#8211; Pensar a comunicação</span></p>
Leia também:<ul><li><a href="http://www.logdemsn.com/2008/06/26/atriz-cleo-pires-recomenda-leitura-de-paulo-coelho/" rel="bookmark" title="26 de junho de 2008">Atriz Cléo Pires recomenda leitura de Paulo Coelho</a></li>

<li><a href="http://www.logdemsn.com/2008/01/01/dilogos-em-2008/" rel="bookmark" title="1 de janeiro de 2008">Di&aacute;logos em 2008</a></li>

<li><a href="http://www.logdemsn.com/2008/02/05/novo-integrante-do-log-de-msn/" rel="bookmark" title="5 de fevereiro de 2008">Novo integrante do Log de MSN</a></li>

<li><a href="http://www.logdemsn.com/2008/06/03/blog-eterno-retorno/" rel="bookmark" title="3 de junho de 2008">Blog Eterno Retorno =)</a></li>

<li><a href="http://www.logdemsn.com/2008/03/21/racionais-mc%c2%b4s-jesus-chorou-ao-vivo/" rel="bookmark" title="21 de março de 2008">Racionais Mc´s &#8211; Jesus Chorou (ao vivo)</a></li>
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		<title>Liberdade e segurança: ser livre e estar conectado na internet</title>
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		<pubDate>Sun, 20 Apr 2008 01:58:33 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Filosofando]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>

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		<description><![CDATA[A promoção da segurança sempre requer o sacrifício da liberdade, enquanto esta só pode ser ampliada à custa da segurança. Mas segurança sem liberdade eqüivale a escravidão (&#8230;); e a liberdade sem segurança eqüivale a estar perdido e abandonado (&#8230;) Essa circunstância provoca nos filósofos uma dor de cabeça sem cura conhecida. Ela também torna [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>A promoção da segurança sempre requer o sacrifício da liberdade, enquanto esta só pode ser ampliada à custa da segurança. Mas segurança sem liberdade eqüivale a escravidão (&#8230;); e a liberdade sem segurança eqüivale a estar perdido e abandonado (&#8230;) Essa circunstância provoca nos filósofos uma dor de cabeça sem cura conhecida. Ela também torna a vida em comum um conflito sem fim, pois a segurança sacrificada em nome da liberdade tende a ser a segurança dos outros; e a liberdade sacrificada em nome da segurança tende a ser a liberdade dos outros. &#8211; Zygmunt Bauman (Comunidade &#8211; A busca por segurança no mundo atual, 2001)</p></blockquote>
<p><img src="http://www.logdemsn.com/wp-content/uploads/2008/04/conectado-internet.jpg" alt="conectado internet" width="240" height="198" align="left" />Queremos liberdade e ao mesmo tempo estar seguros. Esse paradoxo do mundo contemporâneo está cada vez mais presente na sociedade. Não há segurança que não coloque no cárcere alguma parte da nossa liberdade.</p>
<p>Outro paradoxo tão presente nas relações contemporâneas é novamente a liberdade em contraposição com o estar conectado, seja na internet, na telefonia móvel, no rádio, na televisão e outros inúmeros meios modernos de comunicação. A liberdade implica em alguma parcela de solidão na medida em que os laços familiares e socioculturais são menos fortes que em outras épocas. O homem livre, com alguma freqüência está em solidão. A solidão é necessariamente um dos preços a se pago pela liberdade.</p>
<p>Na era digital queremos estar conectados, estar conectado é interagir, é estar junto de uma ou várias pessoas. Novamente, queremos ser livres, porém, estamos conectados, duas formas bem contraditórias que assumem importâncias significativas em nossas vidas.</p>
<p>Entramos em contato com o sujeito que nos é desconhecido facilmente através de muitos meios que a internet nos possibilita. Mas alguém ao andar pela praça aborda um desconhecido para dizer “olá, vamos conversar?”. – Será que não estaríamos invadindo a liberdade do outro? Estaríamos tomando o tempo do outro? Como disse acima, a liberdade, necessariamente, implica uma parcela de solidão.</p>
<p>Nunca houve tantos meios que possibilitasse a comunicação, entretanto, nem sempre o processo comunicativo ocorre de forma autêntica. A internet torna-se tão necessária para o vínculo porque precisamos interagir, alimentada ainda por uma solidão que se manifesta de várias maneiras na vida real, sobretudo, em suas formas inconscientes.</p>
<p>A dificuldade do relacionamento na vida real encontra na liberdade do outro a chance do sucesso ou o risco do fracasso. Ora porque o outro se esquiva impondo sua lógica, ora porque nós nos esquivamos e impomos nossa lógica.</p>
<p>Não é a minha intenção apontar a internet e os meios de comunicação contemporâneos como os vilões das nossas relações ilegítimas. Pelo contrário, essas novas possibilidades de comunicação são novos paradigmas que estão postos e que ainda precisamos caminhar muito para compreender a imensidão dos elementos culturais, sociais e subjetivos que estão sendo desencadeados na experiência do ser humano com o outro, sobretudo, com os outros no mundo virtual.</p>
<p>O conectar-se, o estar ligado com o outro, pode facilitar muito nosso processo de constituição subjetiva na medida em que nos relacionamos com um número amplo de pessoas e um vasto repertório de variações culturais e sociais. Mas nem por isso deve ser isentado de um olhar crítico, o sujeito pode estar conectado e ligado com várias pessoas no mundo virtual, ao mesmo tempo que se mostra incapaz de dizer um “obrigado”, um “bom dia” ou um gesto de compreensão ao próximo na vida real.</p>
Leia também:<ul><li><a href="http://www.logdemsn.com/2008/03/13/como-se-dar-bem-na-vida/" rel="bookmark" title="13 de março de 2008">Como se dar bem na vida</a></li>

<li><a href="http://www.logdemsn.com/2008/04/27/responda-o-que-sera-do-seu-blog-quando-voce-morrer/" rel="bookmark" title="27 de abril de 2008">Responda: O que será do seu blog quando você morrer?</a></li>

<li><a href="http://www.logdemsn.com/2007/08/09/uma-tecnologia-pictorica-de-comunicacao/" rel="bookmark" title="9 de agosto de 2007">Uma tecnologia pictórica de comunicação</a></li>

<li><a href="http://www.logdemsn.com/2007/09/30/conecte-gratuitamente-sem-provedor-o-speedy-telefonica/" rel="bookmark" title="30 de setembro de 2007">Conecte gratuitamente, sem provedor, o Speedy Telefônica</a></li>

<li><a href="http://www.logdemsn.com/2008/02/09/acelere-os-videos-do-youtube-funciona/" rel="bookmark" title="9 de fevereiro de 2008">Acelere os vídeos do YouTube &#8211; Funciona!</a></li>
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		<title>A neutralidade e a objetividade do positivismo &#8211; piadas de mau gosto ou ciência?</title>
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		<pubDate>Sat, 19 Apr 2008 03:05:51 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[O positivismo, corrente de pensamento que surgiu no fim do século XIX, com seu principal expoente, Auguste Comte, diz que o homem tem 3 níveis de compreensão. O teológico, primeiro nível, na qual as explicações são buscadas apelando ao sobrenatural; o metafísico que embora faça muitas questões existenciais que irão ganhar corpo, sobretudo, no existencialismo, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.logdemsn.com/wp-content/uploads/2008/04/platao-aristoteles.jpg" alt="platao aristoteles" width="231" height="300" align="left" />O positivismo, corrente de pensamento que surgiu no fim do século XIX, com seu principal expoente, Auguste Comte, diz que o homem tem 3 níveis de compreensão. O <em>teológico</em>, primeiro nível, na qual as explicações são buscadas apelando ao sobrenatural; o <em>metafísico</em> que embora faça muitas questões existenciais que irão ganhar corpo, sobretudo, no existencialismo, faz também um apelo ao absoluto, portanto, entendo como uma busca pelo místico; por fim, o último nível, o <em>positivo</em>, é onde o homem adotaria uma posição neutra e objetiva diante da realidade para compreender o mundo.</p>
<p>E é justamente o nível <em>positivo</em>, isto é, a fortíssima idéia de neutralidade, que é ainda tão presente, principalmente, nas ciências naturais. Muitos têm a idéia de que a ciência é neutra e objetiva, ou pelo menos imaginam que deva ser. A idéia de neutralidade do homem na compreensão do mundo físico e até mesmo no subjetivismo parece mais uma piada de mau gosto.</p>
<p>Qual ser humano consegue olhar para algo adotando uma posição neutra em relação ao objeto? &#8211; A própria escolha do objeto de estudo já deixa de ser neutra. O cientista não pesquisa algo que antes não passou pelo seu pensamento, sofrendo uma série de impressões humanas de acordo com o seu conhecimento já acumulado.</p>
<p>A objetividade, outro elemento que tem forte conotação positivista, supõe que a dimensão subjetiva deve ser suspensa. O que importa é o físico, o empírico, o resto deve ser descartado se quisermos descobrir as “leis” naturais. &#8211; Algum homem consegue olhar para a realidade sem pensar, sem sentir mais interesse por &#8220;A&#8221; ou por &#8220;B&#8221; ou omitir os próprios aspectos perceptivos? A própria linguagem do homem sofre impressões pessoais, podemos expressar idéias que assumem um sentido semelhante, mas nunca exatamente igual nas mesmas palavras e modos de compreensão.</p>
<p>Nesse sentido, o olhar lançado à realidade jamais se pretendeu neutro e sua interpretação também não será neutra. Isso não significa que a compreensão deixará de ser séria ou científica, significa apenas assumir que somos seres biológicos, sociais e culturais. Não há um mundo, há o meu mundo, o seu, o dele, etc. O mundo está completamente “influenciado” pelas impressões humanas. Como nos ensina Nietzsche, somos “<em>humanos, demasiadamente humanos</em>”.</p>
<p>Para a objetividade em sentido positivista, podemos trocá-la por fidedignidade, ou um esforço de se chegar o mais próximo possível de uma compreensão da realidade. No caso da neutralidade, talvez seja mais sensato deixá-la adormecida no túmulo de Comte.</p>
<p><span style="color: gray;">*Imagem: <em>Platão e Aristóteles</em>, da esquerda para direita (<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Imagem:Sanzio_01_Plato_Aristotle.jpg">Wikipédia</a>). Aristóteles, considerado o &#8220;pai&#8221; da metafísica, não descartava a idéia de algo absoluto na explicação das coisas. </span></p>
Leia também:<ul><li><a href="http://www.logdemsn.com/2008/03/03/revista-veja-cuspiu-pra-cima-mirando-fidel-castro/" rel="bookmark" title="3 de março de 2008">Revista Veja cuspiu pra cima mirando Fidel Castro</a></li>

<li><a href="http://www.logdemsn.com/2008/05/04/novos-indices-no-pagerank-e-no-alexa/" rel="bookmark" title="4 de maio de 2008">Novos índices no PageRank e Alexa</a></li>

<li><a href="http://www.logdemsn.com/2008/03/19/questoes-existenciais-pequeno-dialogo/" rel="bookmark" title="19 de março de 2008">Questões existenciais: pequeno diálogo</a></li>

<li><a href="http://www.logdemsn.com/2007/01/19/mulher-encontrada-depois-de-viver-19/" rel="bookmark" title="19 de janeiro de 2007">Mulher é encontrada depois de viver 19 anos na floresta</a></li>

<li><a href="http://www.logdemsn.com/2007/03/07/pensamento-do-dia-2/" rel="bookmark" title="7 de março de 2007">Sobre as mineiras</a></li>
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		<title>Otimismo e pessimismo: forças do pensamento?</title>
		<link>http://www.logdemsn.com/2008/04/15/otimismo-pessimismo-poliana/</link>
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		<pubDate>Tue, 15 Apr 2008 17:52:39 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Muitos acreditam que aquilo que você quer é possível conseguir através de um pensamento positivo. Dizem ainda que o otimismo é fundamental para se conseguir as coisas. Alguns, não satisfeitos, dizem que o pensamento tem que vir do fundo do coração para dar certo (sic) &#8211; embora coração aqui tenha um sentido conotativo, alguns acham [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft" style="float: left;" src="http://www.logdemsn.com/wp-content/uploads/2008/04/pollyanna-poster.jpg" alt="" width="207" height="279" />Muitos acreditam que aquilo que você quer é possível conseguir através de um pensamento positivo. Dizem ainda que o otimismo é fundamental para se conseguir as coisas. Alguns, não satisfeitos, dizem que o pensamento tem que vir do fundo do coração para dar certo (sic) &#8211; embora coração aqui tenha um sentido conotativo, alguns acham mesmo que o coração pensa!</p>
<p>Na filosofia, o pessimismo e o otimismo também são temas de discussões. Voltaire vs Leibnz é o duelo que mais gosto. Outro cara que não é bem visto é Schopenhauer, conhecido como o mais pessimista dos pessimistas.</p>
<p>Pessimismo, em geral, costuma ser entendido como um modo de esperar das situações sempre o pior, ou um modo de pensar onde o mal prevalece sobre o bem. Em ambos os casos, o significado soa um tanto pejorativo. &#8211; Em tom irônico, gosto de provocar meus amigos instingando-os a pensar no que de errado ou ruim poderá ocorrer quando eles estão pensando no que de bom irá se suceder. Acho que não preciso dizer o que costumo ouvir <img src='http://www.logdemsn.com/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>O pensamento positivo enquanto condição para alguma coisa ocorrer como o esperado não tem nenhuma relação com o fenômeno. O jogador de boliche que joga a bola pensando que ele vai conseguir fazer <em>strike</em> pode atingir o resultado, mas este será fruto da forma como foi arremessada a bola &#8211; direção, força e velocidade -contra os pinos e não porque pensou positivo. Mas alguns resultados obtidos dessa forma pode ser o suficiente para que o sujeito desenvolva um comportamento supersticioso e passe a pensar positivo enquanto condição para obter o desejado. Mas não pára por aqui, o sujeito generaliza o comportamento supersticioso para outras situações.</p>
<p>Se o jogador arremessar 10 bolas, todas pensando positivamente, pode ser que ele consiga um número de <em>strikes</em> menor ou igual a 4, mas irá achar que nas vezes que não obteve sucesso foi porque não pensou com a &#8220;força positiva&#8221; necessária.</p>
<p>O jogador de boliche aqui foi tomado apenas como um exemplo, mas essa situação ocorre na vida de muitos nas mais variadas vivências. O pensamento positivo ou o otimismo tem relação direta com a fé, no entanto, não necessariamente, no primeiro caso, uma entidade divina poderá estar presente. O sujeito pode acreditar simplesmente que foi a &#8220;força do pensamento&#8221;, isto é, ele se coloca como o único responsável por seus sucessos ou fracassos, como se houvesse dentro de si uma &#8220;entidade cósmica&#8221; capaz de girar o mundo ao seu favor.</p>
<p>Uma personagem encontrada em livros infanto-juvenis que costuma ser usada para ironizar aqueles que costumam ver o mundo sempre sorrindo é a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Pollyanna">Pollyanna</a>. Pollyanna é uma garotinha que só toma porrada da vida mas ela continua fazendo o jogo do contente. Através do jogo do contente ela da um ressignificado às vivências ruins, colorindo-as com alegrias e felicidades. Pollyanna nos diz que: <em>&#8220;Muitas vezes me acontece de brincar o jogo do contente sem pensar, a gente fica tão acostumada que brinca sem saber. Em tudo há sempre alguma coisa capaz de deixar a gente alegre; a questão é descobrí-la.&#8221;</em> &#8211; De fato, as atitudes de Pollyanna são impensadas.</p>
<p>Expressar sentimentos de instatisfação pode ser tão legítimo quanto vivenciar o bem-estar. No entanto, a sociedade nos exige que estejamos sempre sorridentes e felizes, preparados para esperar sempre o bem. A beleza até chega ser confundida com felicidade, nos fazem acreditar que pessoas bonitas não experienciam o mal-estar. &#8211; O resultado já sabemos, são relações sociais completamente artificiais ou líquidas*.</p>
<p>Assim, adotar uma postura pessimista diante de uma situação pode ser tão válida quanto a postura otimista. Se sou apenas pessimista posso estar fechando às portas que convidam o outro para dialogar, se sou apenas otimista posso ficar sem ações ao ser surpreendido por algo que não pensei antes.</p>
<p>De qualquer forma, nem pensar positivamente ou negativamente irão fazer as coisas acontecerem. Otimismo e pessimismo não são qualidades nem defeitos, e muito menos designam entidades cósmicas que giram o universo ao nosso favor. São apenas palavras com significados construídos socialmente para designar determinadas formas de se posicionar frente às vivências.</p>
<p><span style="color: #888888;">* conceito de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Zygmunt_Bauman">Zygmunt Bauman</a></span></p>
Leia também:<ul><li><a href="http://www.logdemsn.com/2008/04/17/o-pessimismo-como-virtude-na-bolsa-de-valores/" rel="bookmark" title="17 de abril de 2008">O pessimismo como virtude na bolsa de valores</a></li>

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<li><a href="http://www.logdemsn.com/2008/05/14/precisamos-caminhar-uma-viagem-atraves-dos-pensamentos-de-um-ateu/" rel="bookmark" title="14 de maio de 2008">Precisamos caminhar &#8211; uma viagem através dos pensamentos de um ateu</a></li>
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		<title>Como poderia ser o planeta num futuro distante</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Apr 2008 17:31:35 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Filosofando]]></category>

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		<description><![CDATA[O sol vai rompendo as nuvens que se dispersam. Estamos saindo da treva para a luz. Vamos entrando num mundo novo &#8211; um mundo melhor, em que os homens estarão acima da cobiça, do ódio e da brutalidade. Ergue os olhos (&#8230;). A alma do homem ganhou asas e afinal começa a voar. Voa para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>O sol vai rompendo as nuvens que se dispersam. Estamos saindo da treva para a luz. Vamos entrando num mundo novo &#8211; um mundo melhor, em que os homens estarão acima da cobiça, do ódio e da brutalidade. Ergue os olhos (&#8230;). A alma do homem ganhou asas e afinal começa a voar. Voa para o arco-íris, para a luz da esperança.&#8221; &#8211; Charles Chaplin</p></blockquote>
<p><em>Talvez o que se segue abaixo é uma piada digna de 1º de abril; se assim for, eu considero uma piada de bom gosto, mesmo sabendo que há muito tempo a vida vem sendo uma piada de mau gosto conforme apontado por Schopenhauer. Ou ainda podemos tomar emprestado uma expressão de Leibniz e dizer que seria &#8220;o melhor dos mundos possíveis&#8221;, embora parece que Voltaire ainda continua com a razão e que vivemos &#8220;no pior dos mundos possíveis&#8221;.</em> <em>Talvez essas condições sejam para gerações humanas num futuro bem distante, mas esse futuro não poderá ser moldado sem a imagem do passado e presente.</em></p>
<p>O planeta finalmente se salvou e a humanidade parece viver em paz e harmonia, sendo as últimas guerras, conflitos e miserabilidade humana, registrados na história do século XXI.</p>
<p>O Estado democrático deixou de ser um ideal e passou a ser realidade; cidadãos participam ativamente sobre as decisões e implementações sociais, em detrimento da participação de algumas centenas de eleitos defendendo seus próprios interesses.</p>
<p>As pessoas deixaram de morrer por falta de um prato de comida, de água potável e doenças que já descobrimos a cura; problemas básicos que há séculos já temos capacidade de evitar.</p>
<p>Os homens, finalmente, parecem fazer jus às qualidades que atribuíram a si mesmos no Renascimento, no Humanismo e no Iluminismo; agora, ao contrário dos outros seres, não mais competimos por sobrevivência, criamos condições mais que suficientes para vivermos em <em>igualdade, fraternidade e liberdade</em>.</p>
<p>Estamos convivendo pacificamente com a Natureza, aprendemos que o dinheiro não pode comprar uma nova flora e fauna. Aprendemos que árvores valem mais do que nossos móveis e construções; que tigres e chinchilas valem mais que casacos; que o solo intacto é mais rico que o ouro e os metais; que uma vida vale muito mais que os anéis de diamantes em poucos dedos.</p>
<p>A tecnologia, antes de lançar uma novidade vai consultar o meio ambiente e o bem-estar coletivo. A ciência superou a idéia de que a racionalidade é a nossa salvação, agora sabemos que somos falhos e que o máximo que podemos fazer é representar o mundo e as coisas em significados que nos permitem caminhar superando e corrigindo os erros.</p>
<p>O trabalho deixou de ser um processo de adoecimento, agora estamos nos reconhecendo naquilo que realizamos. A divisão do trabalho em manual e técnico foi superada, nossas relações são de igualdade. Os donos dos meios de produção e os trabalhadores dividem o lucro que conquistaram, não temos mais indivíduos caminhando em passos largos enquanto outros parecem caminhar para trás.</p>
<p>Usufluimos do valor de uso das <a href="http://www.logdemsn.com/2007/09/23/o-fetichismo-da-mercadoria/">mercadorias</a> e deixamos de precisar delas para nos reconhecer e constituir. Agora nos reconhecemos através das artes, da música, da literatura, da ciência e das relações humanas.</p>
<p>A educação que nos permite apropriar do conhecimento histórico, (re)formular e (re)pensar nossas atitudes e ações para que possamos caminhar no sentido da superação, enfim, é uma realidade.</p>
<p>A fé e o misticismo foram expulsos da realidade humana. A criatividade do homem em inventar deuses e mitos agora é usada nas artes que retrata o lúdico, os sonhos e as fantasias que nos fazem sorrir.</p>
<p>Os Homens descobriram que a vida só tem sentido porque existe a morte &#8211; aprenderam a viver morrendo e agora suportam a finitude em detrimento da desonestidade do infinito. Buscamos o sentido em nós mesmos e não em algum espectro no futuro onde todos os momentos &#8211; passado, presente e futuro &#8211; serão revelados e todos serão devidamente recompensados ou punidos.</p>
<p>As angústias e os medos não deixaram de existir, mas continuam sendo condições fundamentais para que possamos conhecer o sabor das alegrias e do bem-estar; nas relações contínuas entre mal-estar e bem-estar é que conseguimos dar um sentido para que possamos (re)inventar o viver.</p>
<p>Mulheres, homens, crianças, idosos, negros, brancos, índios, civilizações, animais, humanos, homossexuais, bissexuais, heretossexuais, europeus, latinos, americanos, africanos, asiáticos, árabes, judeus&#8230; todos juntos agora sabem que formam uma universalidade e que cada um com suas diferenças e individualidade contribuem para o colorido da vida.</p>
<p>O Homem conseguiu salvar o planeta e a si mesmo. (Re)aprenderam o valor de muitas coisas na qual é legítimo não entender mas apenas sentir, como o sabor de um abraço e um sorriso, e a centelha da vida que só é possível porque existe as cinzas da morte.</p>
Leia também:<ul><li><a href="http://www.logdemsn.com/2008/03/19/questoes-existenciais-pequeno-dialogo/" rel="bookmark" title="19 de março de 2008">Questões existenciais: pequeno diálogo</a></li>

<li><a href="http://www.logdemsn.com/2008/04/19/a-neutralidade-e-a-objetividade-do-positivismo-piadas-de-mau-gosto-ou-ciencia/" rel="bookmark" title="19 de abril de 2008">A neutralidade e a objetividade do positivismo &#8211; piadas de mau gosto ou ciência?</a></li>

<li><a href="http://www.logdemsn.com/2008/03/18/o-que-e-patriarcalismo-e-quais-suas-influencias-nos-dias-atuais/" rel="bookmark" title="18 de março de 2008">O que é patriarcalismo e quais suas influências nos dias atuais</a></li>

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<li><a href="http://www.logdemsn.com/2007/12/02/a-morte-de-scrates-e-a-importncia-do-seu-pensamento/" rel="bookmark" title="2 de dezembro de 2007">A morte de S&oacute;crates e a import&acirc;ncia do seu pensamento</a></li>
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		<title>Considerações históricas acerca da homossexualidade</title>
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		<pubDate>Fri, 28 Mar 2008 13:21:05 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Filosofando]]></category>
		<category><![CDATA[Sexualidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Introdução A homossexualidade é um assunto polêmico em várias culturas. Para buscar os motivos das discórdias e tentar clarificar um pouco o assunto, do ponto de vista Ocidental, inevitavelmente, faz-se necessário buscar um sentido histórico, levar em conta o patriarcado (assunto já comentado) e a religião judaíco-cristã. Se estamos com sede bebemos água, se sentimos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><strong><a href="http://www.logdemsn.com/wp-content/uploads/2008/03/gomorra.jpg"><img src="http://www.logdemsn.com/wp-content/uploads/2008/03/gomorra-small.jpg" alt="gomorra" height="287" width="450" /></a></strong></p>
<p align="center"><strong>Introdução</strong></p>
<p>A homossexualidade é um assunto polêmico em várias culturas. Para buscar os motivos das discórdias e tentar clarificar um pouco o assunto, do ponto de vista Ocidental, inevitavelmente, faz-se necessário buscar um sentido histórico, levar em conta o <a href="http://www.logdemsn.com/2008/03/18/o-que-e-patriarcalismo-e-quais-suas-influencias-nos-dias-atuais/">patriarcado</a> (assunto já comentado) e a religião judaíco-cristã.</p>
<p>Se estamos com sede bebemos água, se sentimos fome procuramos por comida, se sentimos frio procuramos abrigo. Dizemos sem problema algum que estamos com sede, fome, frio e outras necessidades biológicas. Mas por que não dizemos naturalmente que estamos precisando copular ou transar?</p>
<p>A sexualidade humana caminha lado a lado com a história da humanidade, um paradoxo que ao mesmo tempo em que é uma necessidade biológica &#8211; hoje muito mais social -, carrega um fardo milenar de mitos, crenças, diferenças e altas doses de censura e mistérios criados pelo próprio homem.</p>
<p>O patriarcado em conjunto com a religião judaico-cristão, um complementando o outro, colocaram inúmeras barreiras entre homens e mulheres, condenando a sexualidade à atividade diabólica. As marcas deixadas são profundas e permeiam até os dias de hoje, o que é custoso tanto para homens como mulheres.</p>
<p>Deus selou o destino da mulher, <em>&#8220;Multiplicarei sobremodo o sofrimento da tua gravidez. Em meio a dores darás à luz filhos, o teu desejo será para o teu marido e ele te governará.&#8221; (Gênesis 3:16)</em>. E o homem a sua superioridade à da mulher.</p>
<p align="center"><strong>Homossexualidade na Grécia?</strong></p>
<p>Na Grécia Antiga mulheres eram meramente objetos para criação de exércitos de guerra. A moral valorizava o homem que mantinha relações sexuais, necessariamente, com moças ou rapazes. Homens adultos que mantinham relações com outros adultos, homens ou mulheres, estavam colocando em risco a sua masculinidade.</p>
<p>Diferentemente do que costumam dizer, é errado dizer que na Grécia Antiga era permitido ter relações homossexuais, os gregos desconheciam o que é homossexualidade e heterossexualidade.  Assim, dizemos que para os padrões sexuais da época, homens que tinham relações sexuais com rapazes representavam bem sua masculinidade. Mais másculo esse tipo de relação do que o homem com a mulher, já que a mulher era meramente um objeto subordinado ao homem.</p>
<p>O prazer não era condenado na Grécia Antiga, pelo contrário, os gregos cultuavam o prazer das festas e das orgias.</p>
<p align="center"><strong>Homossexualidade na Idade Média</strong></p>
<p>Na Idade Média onde o Cristianismo ja exercia grande influência no Ocidente, haveria uma nova ruptura na sexualidade onde o prazer e o erotismo deveria ser excluído em absoluto. Deus fez o homem para a mulher e a mulher para o homem, ou quase isso, a mulher para a submissão e respeito ao homem. Nesse período o termo &#8220;homossexualidade&#8221; também era desconhecido.</p>
<p>A sexualidade passou a ser controlada, o sexo era atividade suja e degradante, considerado extremamente repulsivo perante o &#8220;sagrado&#8221;. O homem não deveria se entregar ao prazer da carne, o sexo estava apenas reservado para procriação e deveria ser isento de erotismo. Já o homossexualismo passou a ser visto como crime passível à pena de morte, assim como o adultério e o incesto.</p>
<p>Era clara a oposição do clero frente ao homossexualismo e à sexualidade. Deus deu a sexualidade ao homem apenas para procriação, qualquer atividade que levasse ao prazer erótico era pecado mortal. Sodoma e Gomorra são bons exemplos do que o Deus judaico-cristão é capaz de fazer para quem ousar desfrutar dos prazeres sexuais.</p>
<p>Por outro lado, o próprio clero era acusado de práticas homossexuais nos mosteiros. Monges e rapazes formaram pares &#8220;insaciáveis&#8221; às escondidas.</p>
<p>As penas aplicadas pela Igreja para esse tipo de atividade variava de acordo com o &#8220;status&#8221; social do praticante. Os monges e outros eclesiásticos eram punidos com penas brandas, já os que não tinham nada a oferecer para o clero eram condenados à morte, podiam ser queimados vivos, torturados, castrados e enforcados.</p>
<p align="center"><strong>Homossexualidade na Idade Moderna</strong></p>
<p>A Idade Moderna permaneceu sem grandes mudanças. As torturas e crueldades ainda eram reservadas aos que ousavam contrariar a lei natural imposta pelo Deus cristão.</p>
<p align="center"><strong>Homossexualidade na Idade Contemporânea</strong></p>
<p>Na Idade Contemporânea algumas mudanças irão ocorrer. A ocorrência do coito ou não iria determinar a gravidade da pena a ser aplicada ao homossexual.</p>
<p>A sodomia era o passaporte para o inferno, sendo os papas os únicos capazes de absolver o condenado. Caso não houvesse coito durante a prática, o sujeito era mais um delinqüente do que um condenado.</p>
<p>Finalmente, só em 1869 a homossexualidade passa a suscitar interesses de estudiosos. Mas é apenas o primeiro passo de um cenário cheio de condenações e exclusões.</p>
<p>Para alguns a homossexualidade era uma perversidade que deveria ser controlada pelo Estado, para outros, é uma doença que deveria ser estudada e tratada. Foi nesse contexto que surgiu o termo &#8220;homossexual&#8221;, criado pelo médico <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Karl-Maria_Kertbeny">Benkert</a> para designar aqueles que sentem atração sexual por outro do mesmo sexo.</p>
<p>Substituíram a fogueira, a forca, o apedrejamento e a castração pela exclusão moral. O homossexual passa a ser um doente perverso, representante de tudo que suscita indignação. Era, sobretudo, uma ameaça às boas famílias e ao padrão de homem &#8220;machão&#8221; de uma sociedade estruturada sobre a égide do patriarcado.</p>
<p>A homossexualidade não tem espaço reservado dentro de um modelo patriarcal. Muito menos dentro da fé judaico-cristã. Os religiosos não mais acenderão fogueiras em nome de Deus para queimar esses &#8220;desviantes&#8221;, mas <a href="http://www.logdemsn.com/2008/01/12/pastor-silas-malafaia-a-besta-profana-dos-evanglicos-e-crtico-dos-homossexuais/">alimentarão um repulsivo</a> <a href="http://www.logdemsn.com/2007/10/15/biografia-do-bispo-edir-macedo-resumo-grtis/">ódio</a>  a esses &#8220;pecadores&#8221;. Alguns, adotarão uma atitude &#8220;politicamente correta&#8221; e dirão que só o Criador é capaz de julgar. E o julgamento já foi feito, Deus nunca erra, portanto, ele não voltará atrás, a pena reservada ao homossexual já foi decretada, é a mesma que foi dada a Sodoma e Gomorra.</p>
<p>No século XX o palco reservado ao homossexual é o da segregação social e moral, além da violência praticada por grupos que se declaram, literalmente, &#8220;caçadores de homossexuais&#8221;. Mas isso será para um próximo post&#8230;</p>
<p><strong>[continua...]</strong></p>
<p><font color="gray">* Imagem:</font> <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Sodoma_e_gomorra"><font color="gray">&#8220;A destruição de Gomorra&#8221; de John Martin (1832)</font></a></p>
Leia também:<ul><li><a href="http://www.logdemsn.com/2008/03/18/o-que-e-patriarcalismo-e-quais-suas-influencias-nos-dias-atuais/" rel="bookmark" title="18 de março de 2008">O que é patriarcalismo e quais suas influências nos dias atuais</a></li>

<li><a href="http://www.logdemsn.com/2008/03/08/dia-da-mulher-uma-mensagem-de-parabens-as-mulheres/" rel="bookmark" title="8 de março de 2008">Dia da mulher: uma mensagem de parabéns às mulheres</a></li>

<li><a href="http://www.logdemsn.com/2008/04/20/homem-e-mulher-diferencas-ou-invencoes-humanas/" rel="bookmark" title="20 de abril de 2008">Homem e mulher, diferenças ou invenções humanas?</a></li>

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<li><a href="http://www.logdemsn.com/2008/03/30/a-biblia-sobre-adulterio-e-virgindade/" rel="bookmark" title="30 de março de 2008">A Bíblia sobre adultério e virgindade</a></li>
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