Archive for the ‘Psicanálise’ Category
Uma tecnologia pictórica de comunicação
Written by adv on 9 de agosto de 2007 – 23:34 -
Os homens se orgulham de suas realizações (…) Contudo, parecem ter observado que o poder recentemente adquirido sobre o espaço e o tempo, a subjugação das forças da natureza, (…) não aumentou a quantidade de satisfação prazerosa que poderiam esperar da vida e não os tornou mais felizes. (…) o poder sobre a natureza não constitui a única precondição da felicidade humana (…) Disso não devemos inferir que o progresso técnico não tenha valor para a economia de nossa felicidade.
Sigmund Freud (O Mal-Estar na Civilização - 1930)
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Explosivas fantasias sádicas de uma anciã
Written by adv on 18 de julho de 2007 – 13:57 -Lembram que os usuários do transporte aéreo brasileiro foram alertados para relaxar e gozar? - Agora que o vôo da TAM explodiu, será que aquela senhora anciã “botoxizada” vai dizer que foi ejaculação precoce? – Verdade é que alguém não deu conta do rombo da aviação.
Mas quem quer saber da tragédia quando nosso querido presidente está em profundo sofrimento porque recebeu vaias na abertura dos Jogos do Pan? - Ele não sabe por que sofre de preconceitos, nos disse que se sentiu como um convidado para uma festa de aniversário de um amigo, e chegando lá não foi aceito pelos outros convidados. Pobrezinho! Vocês não ficam compadecidos com a expressão de choro que ele ficou?
Sabe senhor presidente, muitos brasileiros sofrem com vaias rotineiramente. Vaias do descaso público e das relações dominantes que espalham a fome, a segregação, a morte por falta de atendimento médico, o abandono e tantas outras mazelas que você diz ter experienciado por muito tempo. Mas nem por isso essas pessoas fazem cara de “chorão”, pelo contrário, ainda encontram forças para continuar sonhando.
A psicanálise nos ensina que todos nós temos um pouco de sadismo, faz parte da constituição da essência humana (não, não é botox sra. Marta), são fantasias sádicas inocentes que habitam nosso inconsciente. No caso do senhor presidente e da senhora dinossaura - velha conhecida dos paulistanos - verifica-se um sadismo perverso.
Acredito que agora, depois de centenas de mortes de mais um episódio da aviação brasileira, a sra. Marta irá literalmente, explodir de prazer, relaxar e gozar como nenhuma anciã jamais conseguiu.
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Marx no divã
Written by adv on 27 de maio de 2007 – 22:58 -Posted in Filosofando, Imagens/Fotos, Psicanálise | 6 Comments »
A Florbela Espanca, espanca
Written by adv on 18 de maio de 2007 – 15:22 -Flor Bela de Alma da Conceição, ou simplesmente Florbela Espanca. Você provavelmente já deve ter lido alguma poesia dela, poesias que literalmente, “espancam”. Infelizmente a obra dessa poetisa portuguesa do século XX não é tão difundida aqui no Brasil. Vale a pena conhecê-la. Florbela se suicidou no dia de seu aniversiário, no ano de 1931. Os versos abaixos são os meus preferidos, afinal, traduz em poucas palavras um tormento de muitas páginas.
“…O meu mundo não é como o dos outros, quero demais, exijo demais, há em mim uma sede de infinito, uma angústia constante que nem eu mesma compreendo, pois estou longe de ser uma pessimista. Sou antes de tudo uma exaltada, com alma intensa, violenta, atormentada, uma alma que não se sente bem onde está, que tem saudades… sei lá de quê!”
Eu e a Florbela nos divergimos na saudade. A saudade que sinto é do objeto de amor construído a partir da resolução do Complexo de Édipo que, antes é só um sonho, quando você descobre que o sonho é realidade, vira pesadelo…
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Críticas, críticas e aparições ridículas do Santoro
Written by adv on 11 de abril de 2007 – 16:29 -
O doc disse que eu pego no pé do Santoro. Eu não pego no pé do Santoro, eu apenas digo o que ele reafirma a cada produção: ator ruim. Ele cumpre a função social da multi-etnicidade da indústria cinematográfica, nada mais. As Panteras 2 (o 1 também) é um filme lixo, péssimo, infantil, então não vale pegar a parte pelo todo, mas o todo como um lixo. Jaspion foi melhor que aquilo. O sorriso da Cameron Díaz me dá medo, é estranho, artificial demais, parece o Bocão da gelatina, ahh não curto ela. Não rola colocar Barbie para dar porrada, porrada é com a Michele Rodriguez, ela me realiza em todos os sentidos, é o sonho de qualquer sádico, nela o amor e a porrada realizam-se ao mesmo tempo, ou como diria Freud, é a realização plena de Eros e Ananké.
Na terceira temporada do Lost ainda não o vi, estou aguardando terminar toda temporada para começar assistir, mas o Lost não conta. Para mim a série Lost entrou em falência quando começou a distorcer os fundamentos de Skinner (ta bom, justifico no rodapé*). Era legal até o ponto que não tentaram ser nobres, faliram quando tentaram fundamentar a ficção na filosofia e na ciência. Isso é trabalho para Spielberg, do contrário corre o risco de ser filme culto, culto a ignorância.
Em 300, um filme que achei bom mas poderia ter sido ótimo se não tivessem inventados personagens aberrantes e demoníacos que nunca existiram na época, cavaleiros com máscaras douradas muito bem desenhadas para tempos que no máximo usava-se uma lata na cabeça - as “latas” eram até legais na Idade Clássica, mas não eram uma obra de arte em metal - e claro, se tivessem colocado um ator de verdade no papel do rei inimigo.
Tudo bem, o Santoro serviu de “quebra-galho”. Fez o papel de um rei com quase 3 metros de altura e uma voz completamente artificial, diante dos baixos e fortes espartanos com vozes estridentes perto do todo poderoso “Xerxes”, rei da Pérsia a qual interpretava. Mas foi ótimo, o Santoro figurava e a platéia contracenava com risos e vaias. E agora vou repensar em criticar o Santoro, ele interpretando o rei Xerxes foi excelente enquanto Vera-Verão.
* 1) Condicionamento operante não é uma técnica experimental, comportamento operante ocorre o tempo inteiro mesmo que estejamos sem controle de um experimentador. 2) A caixa de Skinner não é uma experiência, mas sim um instrumento para realizar várias experiências, é um instrumento usado em laboratório para produzir condicionamento operante, mas nem todo operante acontece somente em uma caixa de Skinner. 3) E o erro mais bárbaro, onde parece fundamentar a série, é o fato de que Skinner jamais tentou criar uma sociedade igualitária através da padronização de comportamentos, Skinner queria uma cultura melhor mas ressaltava a individualidade e e a importância do reforço diferencial para cada pessoa. Nada é mais equivocado do que achar que Skinner para a construção de uma cultura mais justa, aludia a tratamentos iguais para as pessoas. Skinner frisava a importância das pessoas serem auto-sustentáveis para progredirem em uma sociedade mais justa, não necessariamente igualitária.
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